A decisão da Polícia Militar de São Paulo de colocar na reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio, provocou uma reação imediata e carregada de dor na família da soldado Gisele Alves Santana.
O pai da vítima, José Simonal Telles, não escondeu a indignação ao comentar o caso.
“Para aposentar ele foi rápido; para minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”, disse.
Revolta com salário pago pelo Estado
Além da rapidez da decisão, o que mais revoltou a família foi a manutenção do salário do oficial, mesmo preso.
“É justo a população pagar um salário para um monstro desse?”, questionou o pai.
A mãe da soldado, Marinalva Vieira Alves de Santana, também criticou a medida: “É muito triste ver um assassino sendo aposentado”, afirmou.
Aposentadoria mesmo com processo em andamento
A ida do oficial para a reserva — equivalente à aposentadoria — foi publicada no Diário Oficial e já está em vigor. Ele segue recebendo remuneração integral, após cumprir os requisitos legais de tempo de serviço.
Atualmente, o tenente-coronel está preso no presídio militar Romão Gomes.
Caso segue sem desfecho
Apesar da aposentadoria, o militar ainda responde a processo por feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que a morte da soldado, ocorrida em fevereiro, no Brás, pode ter sido encenada para simular suicídio. A defesa nega as acusações e afirma que o oficial não cometeu o crime.
