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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Caso Gisele: Pai de policial morta se revolta após PM aposentar oficial: “Para minha filha só sobrou o caixão”

A decisão da Polícia Militar de São Paulo de colocar na reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio, provocou uma reação imediata e carregada de dor na família da soldado Gisele Alves Santana.

O pai da vítima, José Simonal Telles, não escondeu a indignação ao comentar o caso.

“Para aposentar ele foi rápido; para minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”, disse.

Revolta com salário pago pelo Estado
Além da rapidez da decisão, o que mais revoltou a família foi a manutenção do salário do oficial, mesmo preso.

“É justo a população pagar um salário para um monstro desse?”, questionou o pai.

A mãe da soldado, Marinalva Vieira Alves de Santana, também criticou a medida: “É muito triste ver um assassino sendo aposentado”, afirmou.

Aposentadoria mesmo com processo em andamento
A ida do oficial para a reserva — equivalente à aposentadoria — foi publicada no Diário Oficial e já está em vigor. Ele segue recebendo remuneração integral, após cumprir os requisitos legais de tempo de serviço.

Atualmente, o tenente-coronel está preso no presídio militar Romão Gomes.

Caso segue sem desfecho
Apesar da aposentadoria, o militar ainda responde a processo por feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que a morte da soldado, ocorrida em fevereiro, no Brás, pode ter sido encenada para simular suicídio. A defesa nega as acusações e afirma que o oficial não cometeu o crime.

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