A tentativa de comemorar antes da hora terminou em constrangimento público e, mais revelador ainda, em silêncio digital. A governadora Raquel Lyra (PSD) apagou o post em que celebrava antecipadamente um resultado que não lhe pertencia. O gesto, longe de apagar o erro, escancarou o tamanho do equívoco.
A pressa em capitalizar politicamente um fato — a ida de Jorge Messias para o STF, quando aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, sem ter sido votada em plenário — acabou transformando uma tentativa de protagonismo em um grande mico político.
O episódio simboliza mais do que um deslize isolado. A governadora teria se apressado em comemorar a possível aprovação do pernambucano Jorge Messias ao STF — algo que sequer dependia dela ou que tenha contado com alguma contribuição sua — e acabou surpreendida pela rejeição histórica do nome no Senado Federal.
O desfecho não apenas frustrou a narrativa construída previamente, como expôs uma leitura política equivocada e precipitada. O mais grave, porém, não foi o erro em si — comum na política —, mas a tentativa de apagá-lo como se nunca tivesse existido.
Ao deletar a postagem, a governadora reforçou a percepção de improviso e fragilidade estratégica. Em tempos de hiperexposição digital, apagar não é corrigir: é admitir que se falou antes de pensar.
O episódio também revela um traço recorrente: a busca por protagonismo em agendas que não controla, numa tentativa de se inserir em narrativas nacionais sem o devido lastro político. O resultado, nesse caso, foi um contraste constrangedor entre a euforia antecipada e a realidade institucional, que se impôs de forma dura e pública.
No fim das contas, a sequência foi didática: comemorou, errou, apagou — e virou notícia justamente por isso. Em política, o timing é tudo. E, dessa vez, ele jogou contra. Mas a postagem está disponível acima para quem não viu conferir. (Via: Blog Magno Marins)
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