Mãe e irmão de Oruam são alvos de operação da Polícia Civil contra o CV
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na última quarta-feira (29), mais uma fase da Operação Contenção, que tem como foco o desmonte do braço financeiro do Comando Vermelho. Entre os alvos estão familiares do rapper Oruam.
De acordo com a investigação, são alvos de mandados Márcia Nepomuceno, mãe do artista, e Lucas Santos Nepomuceno, irmão dele. O pai, Marcinho VP, que está preso no sistema federal, também é citado nas apurações.
Oruam com a mãe e com o irmão. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Até o momento, um homem apontado como operador do esquema foi preso. Trata-se de Carlos Alexandre Martins da Silva, identificado como peça-chave na movimentação financeira investigada.
A operação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços localizados em Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.
Segundo a polícia, as investigações começaram há cerca de um ano e apontam para um esquema estruturado de lavagem de dinheiro do tráfico. O grupo atuaria na movimentação, ocultação e reinserção de recursos ilícitos no sistema financeiro formal, utilizando contas de terceiros para fragmentar valores e dificultar o rastreamento.
Os valores, ainda segundo os investigadores, eram usados para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação de patrimônio. Também foram identificadas movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.
Durante a apuração, a polícia detectou ainda trocas de mensagens entre integrantes do grupo e lideranças da facção, incluindo Carlos Costa Neves.
Oruam ainda está foragido
O rapper Oruam segue sendo considerado foragido da Justiça desde fevereiro de 2026, quando teve a prisão preventiva decretada após descumprir medidas impostas no processo em que responde.
Acompanhe o Blog O Povo com a Notíciatambém nas redes sociais, através do Facebook e Instagram
A decisão judicial veio após a revogação de um habeas corpus que permitia ao artista responder em liberdade. Segundo as investigações, ele violou repetidamente as regras do monitoramento eletrônico, acumulando dezenas de ocorrências por falhas no uso da tornozeleira, incluindo períodos com o equipamento desligado.
Oruam é réu em um processo que apura tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada em 2025, no Rio de Janeiro. Na ocasião, segundo o Ministério Público, agentes teriam sido atacados com objetos arremessados durante a ação.
Desde a nova ordem de prisão, o cantor não foi localizado pelas autoridades e passou a ser oficialmente considerado foragido. Mesmo nessa condição, o artista segue ativo nas redes sociais e chegou a lançar músicas fazendo referência à própria situação.