As imagens gravadas pelas câmeras acopladas às fardas de policiais do 41º BPM (Irajá) desmontam a versão inicial apresentada por agentes envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, baleado na madrugada de quarta-feira (22), na Pavuna, zona norte do Rio. O material, exibido pelo Fantástico (TV Globo) no domingo (26), expõe uma sequência de ações que começa bem antes dos disparos.
Daniel voltava de um pagode com três amigos quando foi atingido 24 vezes dentro do carro. Dono de uma loja de eletrônicos na região, ele não resistiu. Horas depois, ainda na quarta, dois policiais acabaram presos em flagrante por ordem do comando da corporação.
As imagens mostram outra história. Desde 1h53, os policiais já acompanhavam a movimentação de Daniel. Mensagens recebidas por eles indicavam a localização do carro em tempo real. Em um dos trechos, um deles diz que era melhor aguardar.
Quase uma hora depois, novas orientações chegam: o veículo teria entrado “na rua de cima do colégio” e passado “em frente à padaria do Russo”. Pouco depois, às 3h06, a equipe se desloca e inicia os tiros.
Ele morreu ali mesmo. Deixa esposa e uma filha de 4 anos. A cena registrada nas imagens — uma rua estreita, com lixo acumulado na calçada, muros próximos e pouca iluminação — ajuda a entender o cenário onde tudo aconteceu. O carro estava encurralado.
Com base nos elementos reunidos até agora, a Corregedoria da PM e a 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar identificaram indícios de homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Os dois agentes foram levados para a unidade prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio.
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