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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Câmeras corporais desmentem PMs e mostram empresário monitorado antes de ser executado com 24 tiros de fuzil; Veja

As imagens gravadas pelas câmeras acopladas às fardas de policiais do 41º BPM (Irajá) desmontam a versão inicial apresentada por agentes envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, baleado na madrugada de quarta-feira (22), na Pavuna, zona norte do Rio. O material, exibido pelo Fantástico (TV Globo) no domingo (26), expõe uma sequência de ações que começa bem antes dos disparos.

Daniel voltava de um pagode com três amigos quando foi atingido 24 vezes dentro do carro. Dono de uma loja de eletrônicos na região, ele não resistiu. Horas depois, ainda na quarta, dois policiais acabaram presos em flagrante por ordem do comando da corporação.

Monitoramento antes da abordagem
O que aparece nos vídeos não bate com o relato dado na delegacia. Em depoimento, os agentes disseram que patrulhavam a área quando receberam a informação de pedestres sobre um carro suspeito. Afirmaram ainda que, ao localizar o veículo, deram ordem de parada, mas o motorista teria avançado na direção da equipe, “configurando iminente risco à integridade policial”.

As imagens mostram outra história. Desde 1h53, os policiais já acompanhavam a movimentação de Daniel. Mensagens recebidas por eles indicavam a localização do carro em tempo real. Em um dos trechos, um deles diz que era melhor aguardar.

Quase uma hora depois, novas orientações chegam: o veículo teria entrado “na rua de cima do colégio” e passado “em frente à padaria do Russo”. Pouco depois, às 3h06, a equipe se desloca e inicia os tiros.

Disparos e morte no local
Foram pelo menos 24 disparos de fuzil. Um dos sargentos atirou 11 vezes; o outro, 13. Daniel, que dirigia, foi atingido no rosto. Os três amigos que estavam no carro não foram baleados.

Ele morreu ali mesmo. Deixa esposa e uma filha de 4 anos. A cena registrada nas imagens — uma rua estreita, com lixo acumulado na calçada, muros próximos e pouca iluminação — ajuda a entender o cenário onde tudo aconteceu. O carro estava encurralado.

Versão combinada
A investigação aponta que os policiais alinharam previamente o que diriam após a ocorrência. Esse acerto aparece nas gravações e reforça a suspeita de que a abordagem não foi casual, mas preparada.

Com base nos elementos reunidos até agora, a Corregedoria da PM e a 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar identificaram indícios de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Os dois agentes foram levados para a unidade prisional da Polícia Militar, em Niterói, na região metropolitana do Rio.

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