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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Conta de luz fica mais cara em Pernambuco; saiba quanto aumentou

A conta de luz ficou mais cara em Pernambuco. O aumento entrou em vigor na quarta-feira (29) e foi aplicado após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar um reajuste médio de 4,25% nos valores cobrados no estado. Além disso, o órgão regulador anunciou bandeira amarela (saiba mais abaixo).

Em Pernambuco, a medida afeta 4,3 milhões de pessoas, atendidas pela Neoenergia. Segundo a concessionária, a mudança começa a ser observada na tarifa referente ao consumo do mês de maio.

De acordo com a empresa de distribuição elétrica, o percentual de aumento varia conforme a classificação do cliente:

para os consumidores de baixa tensão, caso da maioria das residências, os reajustes giram em torno de 3,41%;

os clientes de alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande portes, têm um incremento de 7,19%.

Ainda segundo a Neoenergia, os custos de encargos setoriais, regulamentados pela Aneel para financiar políticas públicas, contribuem com 2,08% no índice de reajuste.

Já os custos com transmissão e geração de energia correspondem a 2,29% no índice, totalizando 4,37%. Além disso, há os custos de componentes financeiros, que tiveram efeito de 0,32% no índice final.

Bandeira amarela

Na sexta-feira (24), a Aneel anunciou também a adoção da bandeira tarifária amarela para o mês de maio. Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

Em uma residência com consumo de 187kWh, por exemplo – como foi a média residencial em fevereiro, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética –, a bandeira amarela significaria um valor adicional de R$ 3,52 na fatura.

Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

A Aneel registrou, no entanto, que há uma "redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado".

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