Socialite.activate (elemento, 'Widget');

terça-feira, 28 de abril de 2026

Universidade investiga grupo de estudantes suspeito de apostar quem estupraria mais alunas

Uma denúncia que circula dentro da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acendeu alerta entre estudantes e entidades médicas: grupos virtuais formados por alunos estariam sendo usados para fazer “apostas” sobre estupros e perseguir uma estudante de Medicina.

O caso chegou ao Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) nesta semana. A entidade relata ter recebido informações sobre perseguição e ameaças de violência sexual contra a aluna, além de outras estudantes da universidade.

A movimentação, no entanto, já vinha sendo acompanhada dentro da própria UFPR. O Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), da Medicina, afirma que a estudante é alvo de stalking e que mensagens indicavam a possibilidade de um ataque “nos próximos dias”. Nos mesmos grupos, homens que se identificariam como alunos da instituição discutiam quem “conseguiria” violentar a jovem e outras mulheres.

O diretório diz que levou o caso à polícia e fez um alerta direto às colegas: evitar circular sozinhas em áreas como o Centro Politécnico, a reitoria e festas universitárias. A estudante, ainda conforme o DANC, vinha sendo seguida nesses locais.

Universidade abre apuração
A UFPR confirmou que tomou conhecimento do conteúdo compartilhado entre estudantes e afirma que já iniciou medidas internas. Em nota, a instituição disse que prestou acolhimento e orientação às pessoas envolvidas e acionou setores ligados à segurança e ao acompanhamento da comunidade acadêmica.

"A instituição adotou medidas imediatas de acolhimento e orientação às pessoas envolvidas, além de acionar os setores responsáveis pela segurança institucional e pelo acompanhamento da comunidade universitária", informou.

A universidade também anunciou a abertura de uma investigação preliminar, conduzida pela Corregedoria, para apurar a responsabilidade de integrantes da comunidade universitária.

Pressão por punição
O Simepar reagiu publicamente ao episódio e classificou o conteúdo como parte de uma cultura de violência e misoginia que precisa ser enfrentada dentro do ambiente acadêmico. Em nota, a entidade manifestou apoio às estudantes e ao diretório acadêmico.

"O Sindicato se solidariza com as estudantes ameaçadas, bem como com o DANC, que vem agindo com firmeza na defesa da integridade física e do respeito que as mulheres merecem."

A cobrança é por medidas duras. A entidade defende que os envolvidos sejam expulsos da universidade e responsabilizados judicialmente.

"Para o Sindicato, é fundamental que esses criminosos sejam punidos de maneira exemplar, que sejam expulsos da Universidade e respondam na Justiça pelos seus crimes"

O caso também deve entrar na pauta do Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira, previsto para os dias 14 e 15 de agosto, em Curitiba.

Acompanhe o Blog O Povo com a Notícia também nas redes sociais, através do Facebook e Instagram