Você já parou para pensar quem decide se uma palavra que usamos na rua ou na internet está "certa"? O processo é rigoroso e passa pelo crivo dos lexicógrafos da Academia Brasileira de Letras (ABL).
Recentemente, termos como "pejotização" e "terrir" (mistura de terror e humor) foram aprovados pelo Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa (Volp). Diferente dos dicionários comuns, o Volp funciona como o documento oficial que estabelece a grafia correta da norma padrão.
Sala de espera
A ABL mantém um Observatório Lexical para monitorar termos que ganharam força, mas que ainda precisam provar estabilidade para não serem apenas tendências passageiras (como o caso do famoso "Inshalá" de 2002).
Confira alguns termos que estão sendo analisados agora:
Parditude: Identidade ou características associadas a pessoas pardas;
Mi-mi-mi: Reclamação excessiva ou repetitiva;
Cordelteca: Espaço dedicado à literatura de cordel;
Marmitório: Local de refeição simples para quem leva marmita;
Policrise: Situação de múltiplas crises inter-relacionadas;
Refilável: Embalagem que pode ser reabastecida.
Para entrar no vocabulário oficial, o termo precisa cumprir requisitos básicos, como aparecer em reportagens, livros ou artigos, não bastando apenas a fala ou redes sociais; estar em pelo menos três tipos de textos (ex: jornalístico, científico e literário);o sentido deve ser homogêneo em diferentes contextos e ser aportuguesados (como "deletar") antes da oficialização.
O termo "Covid-19" é um exemplo de palavra que entrou no vocabulário oficial em tempo recorde, devido ao uso massivo e global durante a pandemia.
Já outras expressões podem levar anos em análise no Observatório Lexical antes de ganharem a vaga definitiva.
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