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quarta-feira, 8 de abril de 2026

"Se depender de mim, fechamos as bets", dispara Lula sobre casas de apostas no Brasil

presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar de forma crítica em relação à expansão das casas de apostas no Brasil. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (8) ao ICL Notícias, o chefe do Executivo classificou o cenário atual como uma “jogatina desenfreada” e afirmou que, pessoalmente, é favorável ao encerramento das atividades do setor no país.

Apesar da declaração contundente, Lula reconheceu que qualquer decisão sobre o futuro das chamadas “bets” depende de debate e aprovação no Congresso Nacional. Ainda assim, deixou clara sua posição ao afirmar que, se depender dele, as operações seriam interrompidas.

Durante a entrevista, o presidente também mencionou, sem citar nomes, a possível influência política das empresas do setor. Segundo o chefe de estado, há conhecimento público sobre a relação entre casas de apostas e agentes políticos, o que reforça a necessidade de discutir limites para a atividade no Brasil.

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Quero dizer o seguinte: se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional, de discussão. Eu sei que elas financiam — não posso citar nomes, porque não sou juiz nem policial —, mas todo mundo sabe quem são os deputados, os partidos, os senadores. Então não é possível continuar com essa jogatina desenfreada neste país”, afirmou Lula.

O tema, de acordo com Lula, tem sido debatido internamente no governo nas últimas semanas. Ele destacou que a principal dúvida é sobre os impactos do setor na sociedade e questionou a utilidade das apostas caso sejam comprovados prejuízos. Nesse contexto, apontou duas possibilidades: o fim das atividades ou uma regulamentação mais rígida que reduza a presença dessas empresas no país.

Lula também rebateu argumentos de que as casas de apostas são fundamentais para o financiamento do esporte, especialmente do futebol. Segundo o presidente, a modalidade esportiva se manteve por décadas sem esse tipo de receita, o que, na visão dele, enfraquece a justificativa para a dependência atual do setor.

“Faz 15 dias que estou discutindo esse negócio das bets. Tenho debatido exatamente isso: se elas causam o mal que a gente acha que causam, por que não acabar com as bets? Ou então regular para que não haja tantas no Brasil, se é que têm alguma serventia. Dizem que o futebol não pode sobreviver sem as bets. Mas o futebol sobreviveu por mais de um século sem elas. Então, estamos tentando discutir isso”, completou.