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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Peladona das notas de R$ 100 é presa por “golpe da geladeira”

Uma mulher que costumava ostentar grandes quantias de dinheiro nas redes sociais, incluindo fotos em que aparece coberta por maços de cédulas, foi presa durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra um esquema de golpes aplicado pela internet. A ação ocorreu nesta sexta-feira (12/6).

A suspeita, de 25 anos, foi capturada em Cuiabá (MT) durante a Operação Degelo, deflagrada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Informáticos de Mato Grosso.

Segundo as investigações, ela integra uma associação criminosa especializada na clonagem de anúncios de venda de eletrodomésticos publicados em plataformas online. O principal alvo dos criminosos eram produtos usados, especialmente geladeiras.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo copiava anúncios legítimos e mantinha informações reais sobre os produtos, mas alterava os dados dos vendedores. A fraude fazia com que as vítimas acreditassem estar negociando com os verdadeiros proprietários dos itens.

Após acertar a compra, os consumidores realizavam transferências via Pix para contas controladas pelos investigados. No entanto, os produtos nunca eram entregues. Quando as vítimas compareciam ao endereço informado para retirar a mercadoria, descobriam que o vendedor verdadeiro não havia recebido qualquer valor.

As apurações apontam que ao menos 56 ocorrências registradas no Distrito Federal estão relacionadas ao esquema, embora a polícia trabalhe com a possibilidade de um número ainda maior de vítimas.

Os investigadores chamam atenção para o perfil das pessoas prejudicadas. Como os anúncios envolviam principalmente eletrodomésticos usados vendidos por preços mais baixos, o grupo teria direcionado sua atuação a consumidores de menor poder aquisitivo, que buscavam alternativas mais acessíveis para equipar a própria casa.

A prisão da suspeita ocorreu após meses de investigação que permitiram identificar parte da estrutura criminosa. A cooperação entre as polícias do Distrito Federal e de Mato Grosso foi considerada fundamental para o cumprimento do mandado judicial.

A mulher foi indiciada pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 11 anos de prisão.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e localizar novas vítimas do esquema. (Via: Metrópoles)

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