“Willer é meu amigo, não meu sócio.”
Foi assim que Flávio Bolsonaro respondeu a Lula no último debate da Globo, na sexta-feira (23), quando o presidente o questionou sobre o advogado Willer Tomaz. Dois dias depois, a frase ganhou outro peso.
Na noite de domingo, logo após a derrota, Alexandre de Moraes cancelou depois de Flávio não entregar seus passaportes, proibiu que ele deixe o país e vetou qualquer contato com Willer, direto ou por terceiros. A decisão se soma à de sexta, quando o ministro bloqueou até R$ 6 bilhões do advogado, quebrou seus sigilos e suspendeu suas empresas no inquérito que apura lavagem de dinheiro com apostas. Desde então, o paradeiro do senador virou mistério.
O site argentino Infobae diz que ele cruzou a fronteira por Foz do Iguaçu e embarcou num jato rumo aos Estados Unidos, mas a Argentina nega a entrada.
A ligação entre os dois é antiga e próxima. Viajaram juntos a um safári na África do Sul, e Willer pagou para apagar da internet reportagens que os associavam. Para a PF, porém, a relação vai além da amizade: até maio de 2025, Flávio tinha acesso de “usuário master” a uma conta da Alcazar, holding de Willer na Ilha da Madeira, poder típico de sócio.
O nome de Willer também está no centro da disputa com Richarlison. O jogador pagou por uma mansão em Angra dos Reis, avaliada em R$ 10 milhões, mas perdeu o imóvel para uma empresa do advogado, e o STJ deu ganho de causa à empresa. No debate, Flávio encerrou o assunto com um recado ao atacante: “você está tomando volta do seu empresário”.
Flávio e Willer negam irregularidades. O senador diz ser alvo de perseguição política. (Via: Metrópoles)
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