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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Nikolas comenta possível anulação das eleições e faz alerta a apoiadores para evitar um ‘novo 8 de janeiro’

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reconheceu a baixa probabilidade de anulação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pediu que os apoiadores não promovam manifestações nas ruas.

Em vídeo publicado no Instagram nesta segunda-feira (26), o parlamentar levantou questionamentos sobre o processo eleitoral, mas não apresentou provas de irregularidades que sustentassem a contestação do resultado. Além disso, ao orientar os apoiadores a evitarem protestos motivados pela emoção, o deputado também alertou para possíveis consequências dos atos. 

Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula. Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção. Não façam isso”, afirmou Nikolas. 

Durante a gravação, o parlamentar mencionou acontecimentos que classificou como inéditos na disputa, que incluem a virada de Lula no segundo turno e a ampliação do horário de votação: “São muitas as primeiras vezes para a gente simplesmente ignorar e fingir que nada há fora do normal”, disse.

Nikolas também apresentou uma informação falsa ao afirmar que esta teria sido a primeira vez em que o candidato vencedor em Minas Gerais não conquistou a eleição nacional. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula venceu no estado com 50,43% dos votos, o equivalente a 6.351.099 votos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 49,57%, ou 6.241.786 votos.

No resultado nacional, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, mais de 64,2 milhões de votos. Flávio terminou a disputa com 48,21%, aproximadamente 59,8 milhões. A possibilidade de contestação do resultado também foi levantada pelo próprio senador.

Após a apuração, Flávio afirmou que não reconhecia a derrota e anunciou que sua equipe jurídica estudava medidas para solicitar a anulação da eleição.

Entre as críticas apresentadas pelo candidato derrotado está a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar em duas horas o horário de votação. Flávio questionou a medida e alegou que houve uma mudança nas regras durante o processo eleitoral.

O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, ex-advogado do Lula, pela primeira vez na história, dá uma canetada a pedido do ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou o senador.

Até o momento descrito nas declarações, os questionamentos apresentados pelos dois parlamentares não vieram acompanhados, no material citado, de provas que demonstrassem irregularidades capazes de justificar a anulação do pleito.

Reflexão religiosa

Durante o pronunciamento, o deputado afirmou que sua reação inicial à derrota foi de raiva, indignação e revolta, mas disse ter passado a interpretar o resultado sob uma perspectiva religiosa. Ele criticou manifestações de comemoração pela vitória de Lula e associou a euforia de parte dos eleitores a um afastamento de Deus.

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Quem vive de costas para Deus pode experimentar euforia de uma noite, mas nunca a alegria verdadeira”, afirmou.