O último amistoso do Brasil antes de estrear nas
Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018 - enfrentando o
Chile, em Santiago - serviu para mostrar que o time vai penar nas duas
primeiras rodadas, nas quais não poderá contar com o suspenso Neymar. Na
vitória no amistoso desta terça-feira (08) sobre os Estados Unidos por 4 a 1,
em Boston, só houve jogo nos 45 minutos finais, depois da entrada do craque.
Sem ele, o desempenho da equipe foi tão medíocre como havia sido no triunfo por
1 a 0 sobre a Costa Rica, no último sábado (06).
O adversário mudou em relação ao último jogo, mas o
roteiro do primeiro tempo foi o mesmo. A seleção fez um gol cedo (Hulk, aos
oito minutos, aproveitando o rebote de um cruzamento de Willian que saiu muito
fechado e bateu na trave direita) e perdeu o apetite. Ficou com a posse de
bola, mas seu primeiro objetivo era manter o perigo - como se o time
norte-americano tivesse todo esse poder ofensivo - longe da área do goleiro
Marcelo Grohe.
Depois de abrir o placar, o Brasil só foi chutar a
gol de novo aos 25 minutos. Douglas Costa driblou seu marcador e bateu cruzado,
mas o gramado artificial tirou a força da bola e facilitou a defesa do goleiro
Guzan. E leve-se em conta que os Estados Unidos não pressionavam no ataque nem
na marcação - comportamento muito diferente do que a seleção vai enfrentar nos
jogos das Eliminatórias a partir de outubro.
Hulk fez o gol em um lance de oportunismo, mas
depois não produziu - nem teve chance de produzir nada. Não recebeu uma bola de
frente para o gol, não teve companhia para fazer uma tabela e se enrolou em
dois ou três lances.
Em meio a bocejos, o primeiro tempo chegou ao fim.
Mas aí, no intervalo, o técnico Dunga resolveu colocar o craque em campo. Neymar
entrou no lugar de Willian e transformou um jogo modorrento em algo agradável
de ser visto.
O astro do Barcelona joga muito e tem prazer em
jogar. Para ele, não faz sentido estar em campo para “administrar” um
resultado. Ele quer a bola para ir para cima, para driblar, para desestabilizar
os marcadores, para fazer gols. E acaba contagiando os companheiros e os
encorajando a se livrar das amarras.
Na primeira bola que recebeu, aos quatro minutos,
sofreu pênalti. Cobrou um minuto depois e fez 2 a 0. Com ele em campo, Douglas
Costa foi para a direita. Mas Neymar não se limitou a ficar na esquerda e
ampliou seu território. Moveu-se por todo o ataque, voltou para buscar a bola e
mostrou o caminho. Foi demais para o limitado time norte-americano, que não
ofereceu mais resistência.
Aos 18 minutos, Rafinha recebeu de Lucas (ambos
haviam acabado de entrar) e definiu com calma na saída do goleiro. Pouco depois
veio o lance mais bonito da partida. Neymar entrou na área pela esquerda,
driblou dois zagueiros em um espaço curto e, mesmo apertado, deu um toque sutil
que deixou o goleiro norte-americano congelado: 4 a 0.
A seleção ainda teve chances para aumentar o
placar, mas faltou a bola cair no pé de Neymar para a rede balançar. Aos 45
minutos, Williams fez o gol de honra dos donos da casa, em uma falha de Marcelo
Grohe. (Via: Planeta Esporte)
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