Com a tesouraria crivada de
escândalos e o tesoureiro João Vaccari Neto trancafiado numa cadeia do Paraná,
o PT deflagrou na internet a campanha ‘Seja Companheiro’, cujo lema é o seguinte:
‘O Brasil precisa do PT e o PT precisa de você. Faça sua doação’. A iniciativa
testa a disposição da militância petista para garantir ao partido uma
‘autossustentação’ financeira que permita abrir mão das doações de empresas
privadas. O sonho do PT está na bica de ser realizado pelo Movimento Brasil, um
grupo antipetista que luta pelo impeachment de Dilma.
Depois
de levar às ruas do país o Pixuleko, numa espécie de caravana da cidadania do
gigantesco boneco inflável de Lula vestido de presidiário, o grupo lançou o
Pixulekinho. Trata-se de uma miniatura do bonecão, feita com propósitos
comerciais. Confeccionaram-se 600 peças. Foram rapidamente vendidas durante a parada militar de 7 de Setembro,
em Brasília, ao preço de R$ 10 a unidade.
Outro
sucesso de vendas do Movimento Brasil são as camisetas com imagens do Pixuleko
e do principal algoz do petismo no escândalo da Petrobras, o juiz Sérgio Moro.
São comercializadas pelo valor unitário de R$ 30. O dinheiro coletado banca as
viagens dos manifestantes e a manutenção do Pixuleko. A coisa caminha tão bem
que o grupo decidiu expandir os negócios.
No
desfile desta segunda-feira, estreou em Brasília, ao lado do Pixuleko, a
Pixuleka. Trata-se de uma enorme boneca de Dilma, com nariz de Pinóquio. Vem aí
a pixulekinha e as camisetas com a cara da presidente inflável. Suprema ironia:
o comércio da raiva contra as duas principais lideranças do ex-PT garante a
autossustentação da causa pró-impeachment.
O
sucesso dos souvenirs é a mais eloquente evidência de que um pedaço crescente
das ruas já não se dispõe a engolir a imagem que Lula e Dilma fazem de si
mesmos. Descanonizado, o criador é visto por parte dos brasileiros como um
candidato ao xilindró. Desmistificada, a criatura é enxergada como uma reles
mentirosa. O mais dramático é que os personagens caminham em direção ao abismo com
as próprias pernas.
O
PT ainda não divulgou um balanço da sua campanha de coleta de fundos, lançada
há apenas oito dias. Se for um fiasco, o partido talvez devesse pensar em abrir
uma lojinha com produtos anti-petistas. Os fins justificam os meios, ensina o
velho adágio. Aplicada ao caso do próprio PT, a frase serviu para justificar
qualquer coisa — das alianças com os capazes de tudo às nomeações de incapazes
de tudo. Na fase atual, em que o partido se desobrigou de fazer sentido, é uma
desculpa como qualquer outra. (Via: Josias de Souza)
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