O governo do presidente Michel
Temer (PMDB) montou um força-tarefa para tentar emplacar a reforma da
Previdência. O Palácio do Planalto estaria preocupado com a forte resistência
existente entre parlamentares aliados à Proposta de Emenda Constitucional (PEC)
que trata das mudanças no sistema previdenciário.
O governo quer evitar problemas na base em função do vácuo
provocado pela ausência do negociador direto com o Congresso, o ministro Eliseu
Padilha, que não tem data certa para retornar a Brasília. O temor é que, sem
Padilha, a tramitação da proposta emperre.
Segundo o jornal O Globo, o
próprio presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,
estão na linha de frente do grupo que pretende assegurar a aprovação da
reforma, em meio ao pânico generalizado no Congresso pelos desdobramentos da
Lava-Jato.
Desde quinta-feira, Temer tem feito reuniões com o ministro
da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; o ministro da Secretaria Geral,
Moreira Franco; e os líderes do governo que assumirão os cargos a partir desta
semana: senador Romero Jucá (PMDB-RR), no Senado; deputado André Moura
(PSC-SE), peça-chave no processo de convencimento dos deputados do chamado
centrão, formado majoritariamente por antigos aliados de Eduardo Cunha, no
Congresso; e deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), na Câmara.
"O governo montou um time, agora temos que começar a
jogar e mostrar resultados. O vácuo deixado por Padilha é grande, mas até ele
retornar vamos tocar essa pauta para não ter atrasos. Não tem o que esperar. O
motor continua girando", disse um integrante do alto escalão do Planalto
ao diário carioca.
A expectativa no Palácio do Planalto é que a PEC seja votada
até julho deste ano.
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