A Independência do Brasil é celebrada em todo dia 07 de setembro. Essa
comemoração acontece desde a época do Primeiro Império, que, a cada ano,
rememorava a ocasião em que o país se tornou independente de Portugal no ano de
1822. O processo de independência do Brasil teve como principais atores
históricos, além do príncipe regente D. Pedro (que se tornou o imperador D.
Pedro I), alguns representantes da elite interessada na ruptura entre Brasil e
Portugal. Entre esses representantes, encontrava-se aquele que também se tornou
um dos maiores articuladores do Império, José Bonifácio de Andrada e Silva.
Assim podemos resumir a história sobre a indepência do Brasil.
Nesta quinta, esta história ganha um capítulo que poderia não ter sido
escrito. Poderíamos estar comemorando até hoje esta independência através de
uma verdadeira democracia, de valores ajustados e de igualdade para todos.
Poderíamos apagar a trajetória que por vezes abalou o país e deixou o povo
estarrecido. Neste 7 de setembro, estamos dependente de uma algoz que nos
acompanha há anos ou, porque não dizer, sempre: a corrupção.
De painéis, mensalões, mensalinhos, lava jatos e delações, chegamos
neste dia 7 de setembro de 2017 carregando nas costas, ou melhor, na mala, R$
51 milhões. Um montante que mexe com nossos valores e caracteriza o resultado
daquilo que somos, que temos e que construímos até hoje. O verdadeiro retrato
da política brasileira. E que política é esta? Que cidadãos são estes? Que país
estamos realmente construindo?
Costumo dizer que a política é um reflexo da sua sociedade, dos cidadãos
que nela vivem e de seus atos. Nunca o Brasil esteve tão marginalizado de
valores e da necessidade de reflexão. De pensar. De votar de verdade. De rever
e rever e olhar novamente o que estamos sendo e fazendo em nosso Brasil
"independente".
R$ 51 milhões dentro de malas e caixas de papelão são só um exemplo de
tantos milhões e bilhões que por aí estão neste gigante Brasil que já foi palco
de batalhas, de trabalho e também de trechos de uma bonita história que
oficizalizou o 7 de setembro e tantas outras datas que nos deixaram mais
fortes, mais esperançosos, mais confiantes. Mas, a CORRUPÇÃO - ato ou efeito de
se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde se favorece
uma pessoa e se prejudica outra. Tirar vantagem em um "projeto de
poder" atribuído - ganhou força e se transformou em nossa identidade.
Em que momento deixamos de ter esperança? Em que momento contribuímos
com que esta palavrinha de ação esmagadora tomasse conta de nossa rotina e se
transformasse em um Tesouro Perdido? Que este ano, o 7 de setembro possa valer
para lembrarmos que ainda não somos independentes, que ainda estamos presos a
valores mesquinhos, que não ligamos para a Saúde, para a Educação, para o
respeito. Que nós - cidadãos - responsáveis em outrora por grandes batalhas
abaixamos a guarda e deixamos que os inimigos - infiltrados em partidos
políticos com seus triplex, apartamentos, malas, JBS's e padrinhos - impedissem
o hasteamento da nossa bandeira.
Com atos escancarados e que nos levam a questionar "aonde vamos
parar", "que país é este", "vergonha",
"ódio", "vou embora daqui", nos resta parar, refletir e
entender porque estamos colhendo estes frutos amargos que nos destroem, nos
deixam "impactados", como afirmou a ex-ministra Eliana Calmon e que
nos tornam meros espectadores daqueles que assaltam os cofres e a moralidade do
nosso país.
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