A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de manter, por unanimidade, a condenação de 74 policiais militares pelo massacre do Carandiru, abre possibilidade para a prisão dos acusados pelo crime depois de 29 anos do episódio. É o que avalia a procuradora de Justiça aposentada, Sandra Jardim. Ela era responsável pela acusação do caso na segunda instância.
Em outubro de 1992, a intervenção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo, ocasionou uma chacina que culminou na morte de 111 detentos.
Paciornik havia analisado um recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o parecer do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que, em 2008, anulou cinco tribunais do júri realizados em São Paulo referentes ao massacre.
O argumento era de que a denúncia contra os agentes não individualizou as condutas e, por isso, os jurados não poderiam ter votado pelas condenações. Na decisão, Paciornik concluiu que o veredito do júri não contrariou o conjunto de provas produzido no processo, portanto não haveria motivos para a anulação do julgamento popular por essa razão.
A estrutura do Carandiru foi parcialmente demolida em 2002, e os edifícios e estruturas remanescentes foram tombados em virtude de sua importância para a história prisional brasileira. (Via: Agência Brasil)
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