Por Vinícius Sales - Blog Ricardo Antunes – A defesa do deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) questionou, nesta sexta-feira (30), o procedimento judicial que resultou na decretação de sua prisão preventiva. Durante coletiva de imprensa, o advogado Weryd Simões afirmou que não teve acesso à íntegra da decisão, apesar dos pedidos apresentados à Justiça, criticou o aparato policial mobilizado para prender o influenciador e levantou questionamentos sobre a condução da investigação.
O mandado de prisão foi expedido na quinta-feira (29), pelo juiz Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, da 15ª Vara Criminal da Capital, em uma investigação sobre suspeitas de que Emerson estaria utilizando uma suposta influência junto a autoridades policiais e do Judiciário para extorquir presos. O magistrado também que também expediu mandado de prisão para Rizelly da Silva.
Segundo Weryd, o deputado eleito colaborou com as investigações, comparecendo voluntariamente, em 15 de outubro, à sede do Grupo de Operações de Inteligência (GOI) da Polícia Civil, onde prestou esclarecimentos e informou seu endereço e telefone. Mesmo assim, a defesa afirma ter sido surpreendida pela ordem de prisão.

“Como é que eu posso defender alguém que não conhece nem sequer as acusações que pesam contra si?”, questionou o advogado, criticando também a divulgação do mandado nas redes sociais antes que a defesa tivesse acesso à decisão.
Weryd afirmou que o inquérito, instaurado em julho, reúne capturas de tela do Instagram e WhatsApp, além de uma suposta extração de dados de celular sem autorização judicial. Ele também alegou que a investigação teve início após Emerson denunciar a atuação de facções criminosas e a imposição de toques de recolher em comunidades pernambucanas.
“A quem interessa calar a voz dos quase 50 mil eleitores que votaram no deputado Emerson Freitas?”, questionou o advogado, levantando suspeitas de motivação política, ainda não comprovadas.
A defesa também criticou a mobilização de policiais civis e militares em frente à residência de um apoiador de Emerson, no Alto do Mandu, no Recife. Segundo Weryd, os agentes permaneceram no local por aproximadamente 24 horas, embora não houvesse provas de que o deputado eleito estivesse no imóvel.
“A polícia está aqui alegando que Emerson estaria dentro desse imóvel. Não há uma única prova disso. Isso é a casa de um eleitor”, afirmou.
O advogado anunciou que pretende ingressar com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para tentar reverter a prisão preventiva e garantir acesso integral ao processo. Ele não informou o paradeiro de Emerson.
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