Por Cláudio Humberto, do Diário do Poder – A provável autorização da Operação Alba pelo presidente Donald Trump e sua coordenação pelo secretário de Estado Marco Rubio, de resgate do senador Flávio Bolsonaro, levam fontes diplomáticas a aguardarem medidas de retaliação contra o regime chefiado por Lula (PT), incluindo ministros do STF como Alexandre de Moraes e Flávio Dino e a bancada lulista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa contra Flávio ocorreu 7 minutos após o término apuração dos votos, segundo O Globo.
A senha da iniciativa americana foi do próprio Trump, ao manifestar sua desconfiança de fraude na contagem de votos. Moraes já foi alvo da Lei Global Magnitsky, que pode voltar a ser aplicada outra vez contra ele e autoridades envolvidas na alegada perseguição.
Simón Levy, próximo de Donald Trump, foi quem citou a denominação da operação que ajudou Flávio e família a chegarem aos EUA. Flávio chegou em segurança aos EUA e vai liderar a oposição a Lula a partir do exílio americano.
Se hoje são políticos como o senador Flávio Bolsonaro, jornalistas, pessoas comuns e até uma juíza, identificados com a Direita, que buscam asilo e proteção dos Estados Unidos, os perseguidos políticos na ditadura militar também eram opositores, mas de esquerda, que o regime buscava neutralizar com acusações improváveis de “subversão”, alguns até mesmo de “terrorismo” contra figuras como os ex-governadores Leonel Brizola e Miguel Arraes ou o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
O regime tinha a própria versão da tal “tentativa violenta de abolição ao estado de direito”. Era como conseguia neutralizar opositores incômodos. Brizola, Arraes e JK foram perseguidos, presos e exilados sob a pecha de “subversão” e de “tentativa de quebra da ordem constitucional”.
Na ditadura, também era comum banir opositores da atividade política, acusando-os de “crime contra segurança nacional” e até “corrupção”.
Lula criticou ontem a saída de Flávio do País com a frase surrada “quem não deve, não teme”. Era exatamente o que alegava o regime militar quando os opositores que perseguia conseguiam chegar ao exílio.
Informação que circulou em círculos restritos de Brasília, ontem, atribuiu ao próprio Lula (PT) a ordem, ainda durantes os “vivas” pela vitória, domingo (25), para “prender de qualquer jeito” o rival. Sete minutos após a vitória ser confirmada, o processo foi iniciado, como revelou O Globo de ontem.
Para a oposição, agora faz sentido a ameaça de Lula, no debate, dizendo para Flávio se cuidar após o término do mandato, porque “perderia a imunidade”. Até petistas confirmam isso, mas com regozijo.
O deputado Jilmar Tatto (PT-SP) foi à Tribuna da Câmara defender que Jair Bolsonaro seja remetido à prisão e deixe a “vida boa” da domiciliar. Também garantiu que a Polícia Federal “vai prender muito bolsonarista”.
Tudo previsto
A reunião de parlamentares na sede do Partido Liberal, ontem (27), nada teve a ver com a viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA. O encontro já estava previsto e teve pauta ordinária do PL. Mas o assunto dominou.
Flávio Bolsonaro deve falar à imprensa nesta quarta-feira (28). Detalhes sobre local e a exatidão da pauta serão acertados poucas horas antes do evento. A ideia é evitar vazamentos e especulações.
A lista de figuras associadas ao lado conservador da política que deixaram o Brasil nos últimos anos não para de crescer. Caso de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE, e dos jornalistas Oswaldo Eustáquio e Allan do Santos.
Novos ares
Lincoln Gakiya, admirado promotor linha dura contra facções criminosas, flexibilizou o discurso e, agora, já admite a possibilidade de assumir um eventual Ministério da Segurança Pública. Ainda não houve convite.
Pensando bem… Pior que o mau perdedor, só o mau ganhador.
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