Celiane da Silva Neves saiu de São Luiz (MA) com o filho
Hyago. Desempregada, vive da ajuda de vizinhos no bairro Jardim das Palmeiras,
em Planaltina de Goiás, enquanto aguarda o Bolsa Família - André
Coelho / Agência O Globo
Por O Globo – Renata Mariz
Pouco mais de um ano
foi o tempo suficiente para Rosimaria Rodrigues de Santana Amorim deixar o
programa Bolsa Família. Há quase uma década, ela deu “baixa” no cartão porque
conseguiu emprego como auxiliar de serviços gerais.
O marido, Wagner
Amorim, também passou a trabalhar de ajudante de pedreiro com carteira
assinada. A renda do casal que mora em Planaltina de Goiás, mais conhecida como
“Brasilinha” devido à proximidade de 60 km com a capital federal, permitiu
financiar uma casa popular, comprar móveis modestos, ter eletrodomésticos e
fazer um agrado vez por outra para os dois filhos, que adoram pizza e sonham
com um tablet.
Após o nascimento do
mais novo, Enzo, de três anos, que tem crises de asma e fica frequentemente
internado, Rosimaria saiu do emprego para cuidar do menino. O setor de
construção e reforma ainda estava em alta e o salário do marido, em torno de R$
1 mil, era suficiente para as necessidades da casa. Em 2014, porém, a firma
onde Wagner trabalhava fechou. A família continuou vivendo dos bicos que ele
arranjava com frequência. Mas, no fim do ano passado, até os serviços
temporários sumiram. O jeito foi recorrer novamente ao Bolsa Família.
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