Para a maioria dos jovens brasileiros, a espera por uma dose da vacina contra a Covid-19 terminou nessa semana com a extensão do cronograma de imunização para adultos na faixa dos 20 anos – 23 das 27 capitais vacinam a população dessa faixa etária.
Além de oferecer a possibilidade
de proteção contra o novo coronavírus, a vacina injeta esperança de que se
possa voltar a viver a vida sem tantos medos.
Mas, se você é parte dos “novinhos” recém-vacinados, deve manter a calma.
Por mais que a vontade de rever os amigos, sentar em uma mesa de bar e curtir
uma roda de samba seja grande, infectologistas alertam que a imunidade não é
construída imediatamente e que apenas uma dose não garante a melhor resposta
possível contra o vírus. Além disso, o país enfrenta um momento de alta
circulação viral.
“Muitas pessoas acham que
acabaram de tomar a vacina e, em um passe de mágica, vão produzir células e
anticorpos contra a Covid. A gente não produz isso instantaneamente, demora um
certo tempo”, esclarece a infectologista Ana Helena Germoglio.
Para as vacinas aplicadas em duas doses no Brasil – Coronavac, AstraZeneca
e Pfizer –, o processo de imunização só se completa duas semanas após a dose de
reforço. No caso da Janssen, de dose única, a resposta imunológica ocorre após
quatro semanas a contar da data da aplicação.
“Demora pelo menos 14 dias, após a primeira dose, para ter o
desenvolvimento de uma resposta imunológica mínima. As respostas totais se dão
apenas duas semanas depois do esquema completo de vacinação (para vacinas de
duas doses)”, afirma Lívia Vanessa Ribeiro, vice-presidente da Sociedade de
Infectologia do DF.
A
cobertura vacinal do país também deve ser levada em consideração antes de
relaxar com as medidas de proteção. Atualmente, 30% da população adulta brasileira está totalmente imunizada
contra a Covid-19, segundo dados sobre a Campanha Nacional de Imunização. Para
que a transmissão do vírus seja considerada controlada, é necessário que a cobertura ultrapasse os 90%.
“A vacina é uma estratégia
de proteção que atua no âmbito individual, mas, sobretudo, no coletivo. Quanto
mais indivíduos imunizados, independentemente do tipo de vacina, maiores as
chances de contermos a pandemia, evitando inclusive o surgimento de variantes
ainda mais transmissíveis”, diz Lívia.
Para evitar novos casos e o agravamento da saúde de pessoas não vacinadas
ou mais vulneráveis ao vírus, como os idosos e os imunossuprimidos, é
importante que, mesmo após a vacinação, os jovens mantenham as demais medidas
de proteção não-farmacológicas, como distanciamento físico, higienização das
mãos e objetos tocados com frequência, uso de máscaras faciais de
forma correta e, sobretudo, evitar locais fechados e
aglomerações.
“Apesar de ser a principal ferramenta para o controle da pandemia, sabemos
que as vacinas protegem contra formas graves e críticas da Covid-19, reduzindo
o número de internações e evitando óbitos, mas ainda é possível adquirir a
doença e transmiti-la”, completa a vice-presidente da Sociedade de Infectologia
do DF. (Via: Metrópoles)
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