Em todo o Brasil, planos de
afrouxamento do isolamento social para retomada de serviços e outras atividades
começam a ser colocados em prática por autoridades das esferas municipais e
estaduais.
Contágio do coronavírus não cai, e governo anuncia recuo
na reabertura da economia em 85 cidades do interior de Pernambuco.
No entanto, segundo o novo levantamento da Ipsos, a iniciativa parece ir
na contramão do que deseja a população.
De acordo com o estudo Tracking the Coronavirus, realizado com
entrevistados de 16 nações, sendo 1000 brasileiros, 71% dos ouvidos no país
acreditam que a reabertura de comércios colocaria muitas pessoas em risco.
Por outro lado, para 29%, o risco é mínimo e é necessário que a economia
volte a funcionar.
Considerando todos os países participantes da pesquisa, é o Brasil quem mais
teme a reabertura dos negócios.
A Índia, em segundo lugar com 69%, e México e Coreia do Sul, empatados em
terceiro lugar com 65%, também acham que a medida pode trazer perigo à
sociedade.
Na outra ponta, China (35%), Itália (36%) e França (41%) são os que menos
veem risco na abertura dos negócios.
Desemprego em pauta
Além das preocupações relativas à saúde, a pandemia de Covid-19 trouxe
também muita incerteza em relação ao mercado de trabalho.
Apenas 42% dos brasileiros acreditam que os empregos perdidos serão
recuperados ao fim do período de quarentena.
Os países com índices mais altos de pessimismo são França (23%), Itália e
Espanha (ambos com 31%) e Japão (32%).
Por outro lado, na Índia, há uma onda otimista: 73% dos ouvidos locais
creem que os empregos serão recuperados.
Em segundo lugar, está a Alemanha, com 51%. Com 49%, o México fica em
terceiro.
A pesquisa on-line foi realizada com 16 mil entrevistados de 16 países
entre o período de 21 a 24 de maio de 2020.
A margem de erro é de 3,5 p.p..
Blog: O Povo com a Notícia


