Cotado como um dos possíveis
substitutos do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara
Federal, o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirmou, nesta quinta-feira (07),
que a renúncia do correligionário acontece
de forma tardia, mas é positiva. Apesar as informações de bastidores de que a
abdicação do cargo feita por Cunha tenha a intenção de manter o mandato
parlamentar, Jarbas disse acreditar que “ele termina cassado e preso”.
“O caminho de Cunha
agora é ser cassado e preso. Não tem outro caminho é caixão e vela preta para
ele, como se diz no Nordeste. Ele zombou da gente, da Câmara, da história da
Câmara. Acabou isso tudo e o caminho dele vai ser Curitiba, se abraçar com [Sérgio]
Moro”, ironizou o deputado pernambucano.
Segundo
ele, a “permanência dele na Casa, mesmo afastado, era mais um fator para este
mar de incertezas políticas e econômicas que vivemos hoje”. “Não faz
sentido o Parlamento ficar paralisado por causa de uma pessoa. Há projetos a
serem apreciados, medidas a serem tomadas. O Brasil precisa voltar a caminhar
para frente e não pra trás. A renúncia reduz a instabilidade política que o
Brasil passa”, frisou.
Diante
da abertura de precedente para a realização de uma nova eleição para o comando
da Casa, Jarbas Vasconcelos disse que espera “juízo” dos pares. “É um fato
importante, demorou, mas ele fez por onde chegar a este ponto. Agora resta a
Câmara ter um pouco mais de juízo, ver se entre tantos candidatos se encontra
uma pessoa digna que possa presidi-la”, destacou.
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