Com o objetivo de divulgar e
promover o jiu-jítsu como esporte olímpico no futuro, o ministro do Esporte,
Leonardo Picciani, organizou nesse sábado (06) na Casa Brasil, no Pier Mauá, no
Rio de Janeiro uma série de atividades com atletas, crianças e jovens de
comunidades do Rio de Janeiro, representantes de federações esportivas, entre
outros.
"Hoje
damos o ponta-pé inicial para esse sonho de tornar o jiu-jítsu um esporte
olímpico que, apesar de sua origem oriental, é conhecido como sendo
brasileiro", declarou ele, que também é praticante do esporte.
Picciani
lembrou que o Brasil hoje é o local com o maior número de praticantes de
jiu-jítsu no mundo e que o esporte é praticado em muitos países e em todos os
continentes. Ele ressaltou também que o esporte inspirou o MMA. "Essa é
uma campanha que tem a cara do Brasil e vamos reunir todas as federações
nacionais para pleitear junto ao Comitê Olímpico".
O
professor Robson Gracie, um dos pioneiros e principais responsáveis pelo
desenvolvimento do estilo no Brasil foi homenageado no evento. "O
jiu-jítsu tem tudo pra ser um esporte olímpico, tem todas as regras, temos
competições em mais de 70 países do mundo. Nos Emirados Árabes todos os
oficiais têm que ter faixa-preta de jiu-jítsu", disse ele. "Quem
inventou o jiu-jítsu foram os monges para se defender e defender a comunidade,
sem machucar o oponente", explicou ele.
O
professor Gustavo José da Silva Soares Castilho, que é faixa-preta na
modalidade, dá aula para cerca de 20 crianças e 20 adultos em Bonsucesso, na
zona norte do Rio. Ele levou alguns dos alunos para a apresentação na Casa
Brasil. "O jiu-jítsu forma caráter, tira muita criança de caminho ruim, do
ócio, além de aprender a se defender", comentou ele ao afirmar que o
esporte também mudou muito sua vida: "você fica mais tranquilo, mais
tolerante, torna-se uma pessoa mais legal".
As
atividades seguem até às 17h e, além de demonstração, a programação traz
oficinas e lutas ao longo do dia. (Via: AG)
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