A Reag Investimentos possui parte expressiva do lançamento de títulos do Banco Master e de empresas controladas pelo empresário Nelson Tanure. A empresa é um dos alvos da megaoperação da Polícia Federal (PF) que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis de São Paulo e uso para lavagem de dinheiro.
De acordo com informações da coluna Malu Gaspar do O GLOBO, a Reag, Master e Tanure possuem uma relação antiga e sociedade em diversos negócios. O fundo bilionário teria sido usado para comprar empresas e usinas pelo PCC e na blindagem do patrimônio de investigados, que, de acordo a PF, teria lavado cerca de R$ 46 bilhões do crime organizado.
O controlador da Reag, João Carlos Mansur, é conhecido no mercado de negócios como parceiro comercial de Daniel Vorcaro, controlador da Master. Os dois chegaram a posar para selfies celebrando o dia do amigo em uma publicação feita em 2022.
No ano passado, os empresários, junto com Nelson Tanure, adquiriram papeis do grupo GPA, dono da rede pão de Açúcar. Em um processo, em que foram provocadas disputas internas na CVM, a Reag administradora foi acusada de desviar o dinheiro captado com a distribuição de debêntures para Vorcaro, do banco Máxima, antigo nome do Master, e a alguns fundos ligados ao grupo.
"Trata-se de procedimento investigativo em curso. As companhias esclarecem que estão colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo as informações e documentos solicitados, e permanecerão à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários. As companhias manterão seus acionistas e o mercado informados sobre o desenvolvimento dos assuntos objeto deste fato relevante", informou a Reag após a operação da PF.
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