Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, formalizaram neste sábado (3) acusações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. O casal será acusado de narcotráfico e terrorismo. A informação foi confirmada pela procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
Por volta das 3h da manhã deste fim de semana, Maduro e a esposa teriam sido retirados à força de sua residência em Caracas, capital venezuelana.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, declarou.
A procuradora-geral utilizou a rede social X para afirmar que Maduro e Cilia Flores enfrentarão “todo o rigor da lei” em solo americano, perante tribunais dos Estados Unidos, indicando que a custódia do casal já é considerada uma realidade jurídica para Washington.
Segundo Pam Bondi, o processo tramitará no Distrito Sul de Nova York e se baseia em quatro acusações criminais:
- Conspiração para narcoterrorismo: acusação de liderar uma organização que utiliza o tráfico de drogas como instrumento político e financeiro para desestabilizar a região e financiar atividades ilícitas;
- Conspiração para importação de cocaína: suposto envolvimento direto na logística de envio de toneladas de entorpecentes para os Estados Unidos, por meio do chamado Cartel dos Sóis;
- Uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos: referente ao armamento pesado utilizado por grupos paramilitares sob o comando de Maduro para proteger rotas do tráfico e manter controle coercitivo;
- Conspiração para posse de armamento pesado: articulação para adquirir e manter arsenais de guerra com o objetivo de sustentar operações de narcotráfico internacional.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu provas de vida do casal e denunciou que os ataques atingiram áreas urbanas, resultando em vítimas entre oficiais, soldados e civis. Ela classificou a ação como “o maior ultraje já sofrido pela nação”.
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