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sábado, 31 de outubro de 2026

Cotado ao Ministério da Cultura, Wagner Moura nunca exerceu cargo público na carreira

O nome do ator baiano Wagner Moura começou a circular nos bastidores de Brasília como uma das possibilidades para assumir o Ministério da Cultura no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o artista está entre os cotados para comandar a pasta, atualmente chefiada por Margareth Menezes.

Apesar do reconhecimento nacional e internacional, Moura nunca exerceu funções na administração pública. O ator não possui histórico como secretário, diretor de fundações ou ocupante de qualquer outro cargo em órgãos governamentais, o que chama atenção diante da possibilidade de assumir uma das principais estruturas do governo federal voltadas ao setor cultural.

Outros nomes também aparecem nas especulações sobre a sucessão de Margareth Menezes. Entre eles estão o cantor Chico César e a atriz Maria Marighella (PT-BA), deputada federal eleita. A atual ministra está à frente da pasta desde 2023, quando o governo Lula recriou o Ministério da Cultura no início do terceiro mandato presidencial.

O baiano ganhou ainda mais destaque após receber uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e conquistar o Globo de Ouro por sua atuação em “O Agente Secreto”. Além da trajetória artística, o ator também se envolveu diretamente nas discussões políticas durante o período eleitoral deste ano.

Durante a campanha em apoio ao petista, Moura participou de uma mobilização de artistas brasileiros que encaminharam uma carta à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

No documento, os profissionais manifestaram preocupação com os impactos que atribuíam à política cultural do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demonstraram receio diante de uma eventual vitória do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL).

O ator também integrou a série “Revelando”, produção que abordou denúncias de um suposto complô que envolve o senador do PL e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os interesses brasileiros. Em um dos episódios, o artista apresentou críticas relacionadas à exploração de recursos naturais e à disputa econômica entre norte-americanos e chineses.

Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos. De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirmou Wagner em um dos episódios.

Do jornalismo à carreira artística

Nascido em Salvador, em 27 de junho de 1976, Wagner Maniçoba de Moura cresceu em uma família de origem simples. Filho de José Moura, sargento da Aeronáutica, e Alderiva Maniçoba, dona de casa, o artista passou parte da infância no município de Rodelas, no interior da Bahia, antes de retornar à capital durante a adolescência.

Antes de conquistar espaço no cinema e na televisão, Wagner também trilhou um caminho ligado à comunicação. O baiano se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas teve uma passagem curta pela profissão.

Um dos trabalhos do artista na área foi como repórter de celebridades no programa “Michele Marie Entrevista", exibido pela TV Bahia e apresentado por Michelle Marie, que foi casada com Luís Eduardo Magalhães, filho do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

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