Na manhã da última quinta-feira, dia 04 de novembro, a paz de um dos resorts de luxo mais concorridos do país estava prestes a ser quebrada. Eram seis da manhã quando agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de Pernambuco invadiram o luxuoso bangalô com diária de 5 mil reais.
Eles prenderam Max William Gonçalves Campos, o Mineiro. Max é
acusado de fraudes financeiras, estelionato, falsidade ideológica e formação de
quadrilha. Oficialmente, ele não tem emprego, mas na conta bancária guardava
quase um milhão de reais.
Enquanto Max era preso em Pernambuco, a mais de 2 mil
quilômetros de distância, outros membros da quadrilha também foram acordados
pelos agentes da Operação Veritas.
De acordo com as investigações, tudo era comandado por
Eduardo da Costa Pereira, conhecido como Frango ou Edu Miami. Nas redes
sociais, ele se apresentava como empresário e investidor. Mas essa não era a
origem de tanto dinheiro. De uma sala comercial em Niterói, na Região
Metropolitana do Rio, ele comandava uma verdadeira central de golpes.
Na investigação que levou à prisão de Eduardo esta semana, o
que surpreendeu a polícia foi o uso de informações extraídas de bancos de dados
da própria polícia.
O esquema funcionava assim: um sargento e um capitão da
Polícia Militar acessavam o sistema e identificavam possíveis vítimas para os
golpes. E um Policial Civil, também do Rio, buscava dados de pessoas mortas. Os
três repassavam as informações para Eduardo. Depois, a quadrilha acionava seus
integrantes dentro dos bancos: gerentes que participavam do esquema. Os
criminosos usavam cartões de crédito clonados e cheques com assinaturas
idênticas às originais.
Eles vão responder por organização criminosa, lavagem de
dinheiro e estelionato, entre outros crimes.
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, disse
que as instituições estão comprometidas com o aprimoramento constante dos
sistemas de segurança das instituições, para garantir a eficiência das
operações financeiras cotidianas de milhões de brasileiros. E que os bancos
atuam em parceria com forças policiais para auxiliar na identificação e punição
de criminosos.
A defesa de Eduardo da Costa Pereira afirma que aguarda o
início do processo penal e acesso aos autos para se pronunciar. O Fantástico
não conseguiu contato com a defesa de Max William Gonçalves Campos. (Via: G1)
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