Com a disseminação da variante Ômicron do coronavírus pelo país, os casos se multiplicaram e quase todo mundo conhece alguém que foi diagnosticado com Covid-19. Apesar de os sintomas serem mais leves com a nova cepa, ainda é necessário fazer isolamento e os sinais de gripe e cansaço podem deixar o paciente prostrado.
O
momento pode ser sensível para muitas pessoas, principalmente idosos, e o apoio
de familiares e amigos é essencial. Em primeiro lugar, é importante conversar
com o paciente, acompanhando diariamente como estão os sintomas e a oxigenação
sanguínea.
A
Covid-19 pode deixar as pessoas muito ansiosas, e amigos devem manter contato,
garantindo que qualquer sentimento neste momento é completamente normal. As conversas
também devem tratar de amenidades para promover distração.
Outras
boas ideias são levar comida — os aplicativos de entrega não chegam em todos os
lugares e muitos dos pacientes sentem muita fadiga, sendo difícil cozinhar
todos os dias — e medicamentos para lidar com os sintomas leves da infecção.
Fazer compras e entregar na casa do enfermo também pode ajudar bastante.
Visita rápida
O
infectologista Victor Bertollo, do Hospital Anchieta de Brasília, conta que, em
casos de necessidade, é possível visitar o doente para lavar a louça, ou limpar
a casa rapidamente.
“O
principal é manter distância, usar máscara e deixar a casa bem ventilada. A
contaminação é predominantemente por vias aéreas, então é possível fazer uma
visita com certa segurança, desde que com máscaras de alta eficácia como a
PFF2/N95 e estando vacinado”, explica. Ele alerta, entretanto, que as visitas
devem acontecer apenas em casos excepcionais.
A otorrinolaringologista
Larissa Camargo, do Hospital Santa Lúcia, lembra que, se essa for a situação, é
importante reforçar o uso de álcool gel, evitar conversar com o paciente
durante a visita e manter mais de dois metros de distância o tempo todo. As
máscaras devem estar bem posicionadas no rosto.
“Essas medidas irão
auxiliar que uma pessoa não portadora do vírus ajude na higiene do domicilio ou
caminhando com o cachorro do familiar, por exemplo”, afirma a médica.
Insista
Muitos pacientes vão garantir que estão bem, que não precisam de ajuda,
mesmo quando necessitam de auxílio. Vale perguntar exatamente do que precisam e
continuar insistindo caso seja necessário.
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