A comunidade internacional reagiu neste sábado (28) aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã, seguidos por uma resposta militar de Teerã com o lançamento de mísseis e drones contra território israelense e bases americanas. A sequência de ações elevou a tensão no Oriente Médio e provocou alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.
De acordo com a AFP, explosões foram registradas em Teerã após bombardeios atingirem diferentes áreas da capital iraniana. Fumaça foi vista sobre o bairro de Pasteur, onde está localizada a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel. Sirenes de alerta soaram em diversas cidades, e autoridades orientaram a população a buscar abrigo.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos”. Em publicação nas redes sociais, informou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores de Israel e ressaltou que a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário devem ser prioridades.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça declarou estar “profundamente alarmado” e pediu que todas as partes envolvidas exerçam “máxima contenção”, com ênfase na proteção de civis e da infraestrutura civil.
Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, afirmou que a ofensiva de Washington e Tel Aviv coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe”. Ele defendeu que Estados Unidos e Irã retomem o diálogo diplomático para evitar uma escalada maior do conflito.
A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também manifestou preocupação e avaliou que a região enfrenta uma “grave escalada das tensões”, com potencial para comprometer a estabilidade regional.
Em posição distinta, o governo da Austrália declarou apoio às ações dos Estados Unidos. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que a medida busca impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e expressou solidariedade ao povo iraniano “em sua luta contra a opressão”.
Já a Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da crise. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Teerã teve oportunidades para evitar o cenário atual e mencionou a repressão a protestos e violações de direitos humanos no país.
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