A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, nesta sexta-feira (20), sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre a pena de 27 anos no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como Papudinha, em Brasília.
Na manifestação, enviada ao ministro doSupremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet se posicionou contra o pedido de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro.
De acordo com Gonet, um laudo pericial da saúde de Bolsonaro confirmou que a Papudinha tem condições suficientes para garantir tratamento ao ex-presidente.
O laudo médico apontou que Bolsonaro tem condições de continuar na Papudinha, em Brasília. Segundo o PGR, a perícia é "peremptória ao consignar que as doenças crônicas encontram-se sob controle clínico e medicamentoso", e que não há necessidade de transferência para o hospital.
"Depreende-se, portanto, que a necessidade de adaptações e de um regime alimentar específico não implica, por si só, a inadequação do ambiente carcerário, uma vez que o tratamento condizente com as patologias descritas já vem sendo regularmente prestado ao custodiado no próprio estabelecimento prisional", diz Gonet.
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