O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou bom humor para dizer que se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, soubesse de seu "parentesco com Lampião" não provocaria o Brasil. A declaração foi dada nesta segunda-feira (09) durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo.
"Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente", argumentou.
Em seguida, Lula afirmou não querer brigar com Trump e a sua gestão vem trabalhando para construir uma narrativa em defesa do multilateralismo.
"Eu não quero briga com ele, não sou doido, vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? Então, a briga do Brasil é a briga da construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo", justificou.
"Nós precisamos provar, num debate político, que foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados, e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo. O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco, a nós, não interessa", emendou.
Lula e Trump tiveram uma conversa por telefone. Na oportunidade, eles combinaram um encontro em nos Estados Unidos, previsto para acontecer em Washington em março.
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