Uma mulher argentina, que mora em Salvador há alguns anos, denunciou ter sido estuprada dentro de um banheiro químico instalado no circuito Dodô (Barra-Ondina), na noite da última quinta-feira (12), primeiro dia oficial do Carnaval na capital baiana. Três policiais militares são apontados como suspeitos do crime. O caso é investigado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e mobiliza as polícias Civil, Militar e Técnica.
Ao BNEWS, autoridades policiais confirmam que a vítima é namorada de um policial e que estão sendo feitas as oitavas com os suspeitos que já foram identificados. Ainda conforme apurado pela reportagem, os policiais atuavam em um posto formado por cerca de 40 militares que fazem policiamento ostensivo no carnaval. As autoridades vão identificar se são militares em formação, praças ou oficiais.
De acordo com o relato feito às autoridades, a vítima estava acompanhada do namorado quando ocorreu a suposta violência. O caso teria acontecido no momento em que ele se ausentou. A mulher procurou a Delegacia Territorial (DT) de Abrantes, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, onde registrou boletim de ocorrência. A ocorrência é apurada como abuso sexual.
Após prestar depoimento, a mulher foi encaminhada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) e também deu entrada na unidade do Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. A Secretaria da Segurança Pública reforçou que os exames periciais já foram feitos e fazem parte do conjunto de diligências para esclarecer as circunstâncias do caso.
O secretário destacou que as providências foram adotadas de imediato. Segundo ele, a vítima foi socorrida, recebeu atendimento médico e já prestou depoimento. Uma pessoa que estava com ela também foi ouvida.
Werner reforçou que a Polícia Militar acompanha as investigações e que o objetivo é esclarecer o caso o mais rápido possível. “Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém e temos que ser firmes nesse assunto, com campanhas cada vez mais enérgicas para que NÃO seja NÃO, e que não haja qualquer tipo de violência e importunação contra a mulher”, declarou.
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