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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Saiba quem é chefe do PCC condenado a mais de 100 anos de prisão e solto por desembargador

Um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e sequestro de um avião Boeing 727 e roubo e nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões foi solto após decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran.

Ele estava preso em um presídio de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e foi liberado em 2020. A decisão que autorizou a soltura foi questionada e acabou anulada por instâncias superiores. Na última terça-feira (10), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou ao magistrado a pena de aposentadoria compulsória. As informações são do G1.

O criminoso foi condenado no ano 2000 e ficou em regime fechado por três anos. À época da soltura, o desembargador autorizou a prisão domiciliar sob a justificativa de problemas de saúde. Contudo, segundo o CNJ, não havia laudo médico que comprovasse a condição alegada.

Após deixar o presídio, criminoso rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Ele segue na lista de procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

Histórico criminal

Palermo foi condenado a 59 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele foi alvo da Operação All In deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017. A ação ocorreu em seis estados e resultou na apreensão de 810 quilos de cocaína.

As investigações apontaram que a droga era transportada da Bolívia até Corumbá (MS) por aviões e, depois, levada por caminhões dentro do Brasil. O grupo usava aeronaves, caminhões e veículos registrados em nome de terceiros, segundo a Polícia Federal.

Além dessa condenação, o chefe do PCC foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão pelo sequestro de um Boeing 727 da empresa Vasp, ocorrido em agosto de 2000. Ao todo, as penas somam quase 126 anos de detenção.

Segundo a investigação, o sequestro aconteceu cerca de 20 minutos após a decolagem do avião do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, com destino a Curitiba. A aeronave foi forçada a pousar em Porecatu, no Paraná. 

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