Os advogados de defesa Daniel Vorcaro assinaram há duas semanas um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para definir a delação do seu cliente e definiram uma estimativa de 90 dias para a homologação, o que iria ser concluído no mês de junho.
Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a expectativa agora é que a homologação tenha um novo prazo para acontecer de cerca de 150 dias, o que irá coincidir com o período eleitoral, lá para o final do mês de setembro, e pode influenciar na eleição.
Os defensores têm ido diariamente à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, para definir o que será oferecido como proposta de delação. Por enquanto, sobram especulações acerca do escopo do que e de quem será delatado.
Ainda não se sabe se serão incluídosum ou dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do Banco Central do Brasil Roberto Campos Neto, os figurões do Centrão e/ou a ala baiana do PT.
De acordo com Jardim, até o momento, além de Vorcaro e do cunhado dele, Fabiano Zettel, nenhum dos outros envolvidos no caso Master (os dois ex-diretores do BC, o empresário Augusto Lima, sócio de Vorcaro, e ex-diretores do banco) se movimentaram para negociar delações premiadas. Porém, o jornalista acredita que ainda há tempo para isso acontecer, apesar de que quem delata por último, geralmente, fica sem muita coisa a acrescentar na investigação.
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