Membros
da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) tentaram invadir o
Congresso (André Dusek/Estadão Conteúdo)
Um
grupo de manifestantes contrários à reforma da Previdência invadiu hoje a
Câmara de Deputados. Os manifestantes, em sua maioria policiais civis, chegaram
a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões
negro e verde. Eles quebraram parte dos vidros da portaria principal da Câmara,
mas foram contidos pela Polícia Legislativa, que formou uma barreira de
segurança e reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.
Após a confusão, parte do
grupo dirigiu-se à rampa do Congresso Nacional. Não há informações sobre
feridos ou detidos. A segurança nas portarias foi reforçada e a circulação
entre o Senado e a Câmara está restrita
Desde
o final da manhã, o grupo formado por cerca de 3.000 policiais civis,
militares, guardas municipais, entre outros profissionais da segurança pública,
posicionou-se em frente ao gramado do Congresso Nacional para protestar contra
a proposta de reforma da Previdência.
O texto original encaminhado
pelo governo previa o fim da aposentadoria especial para a categoria. O relator
da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), apresentou mudanças hoje no
texto original. No novo documento, a idade mínima para aposentadoria de
policiais cai de 65 para 60 anos, mantendo o período de 25 anos de
contribuição.
“A mobilização visa pressionar
os deputados a rejeitarem pontos que prejudicam a categoria como a retirada da
atividade de risco do texto constitucional, alteração do tempo de serviço sejam
modificados no texto do relatório da PEC 287”, afirma Fenapef (Federação Nacional
dos Policiais Federais), em nota.
O deputado Lincoln Portela (PRB-MG) disse que pelo menos seis
policiais foram detidos em razão da manifestação contrária à reforma da
Previdência no Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, seriam dois policiais
rodoviários federais, dois federais e pelo menos dois policiais civis detidos
na delegacia interna da Câmara.
O presidente do Senado,
Eunício Oliveira (PMDB-CE), lamentou que a Polícia Militar não tenha ajudado a
Polícia Legislativa a conter a invasão do Congresso por parte de manifestantes
das polícias civil, rodoviária e federal. Pessoas próximas de Eunício contaram
que ele ligou para o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, para
pedir reforço, porém a ajuda não teria “chegado a tempo”.
“Eu lamento que esse tumulto
tenha acontecido aqui hoje, lamento que a Polícia Militar não esteja aqui para
evitar qualquer tipo de confronto, foi a Polícia do Senado e da Câmara que
tiveram, lamentavelmente, que fazer algum tipo de reação, quando poderia ter
sido evitado inclusive esse confronto aqui dentro desta Casa”, criticou.
Eunício afirmou que o
Congresso é a “Casa da democracia”, mas disse que “não é essa a democracia que
queremos para o Brasil”.
A Fenapef convocou os
presidentes dos 27 sindicatos de policiais federais do país e seus
sindicalizados a participarem do ato. A manifestação está sendo organizada pela
União dos Policiais do Brasil (UPB), que congrega 32 entidades de classe dos
profissionais de segurança pública do país, inclusive a Fenapef. (Via: Agência Brasil - Conteúdo Estadão)
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