O ano de 2020 foi atípico e isso, provavelmente, é um consenso entre a população mundial. Foram meses de restrições causadas pela pandemia da Covid-19, o que se refletiu nas buscas do Google. No topo do ranking dos assuntos mais procurados na plataforma está, justamente, a palavra ‘coronavírus’, que teve o pico das pesquisas em março, mês em que a doença chegou com mais força no Brasil. Os dados são do Google Trends e foram coletados pelo BNews na manhã desta terça-feira (22).
De lá até aqui, com a necessidade de isolamento social, cuidados com a saúde, insegurança econômica, começaram a surgir as dúvidas, sendo a mais buscada na internet sobre o que é lockdown, essa palavra de origem em inglesa que restringe o ir e vir das pessoas, porém, neste caso, em benefício e proteção à vida.
Outras pesquisas seguiram em relação a perguntas quanto a quarentena e a pandemia, de modo geral, talvez muitas delas ainda sem respostas em pleno dezembro. Com o cenário de comércios fechados e crise econômica, os brasileiros passaram a tirar dúvidas quanto ao auxílio emergencial do governo federal, que termina no final deste ano, sem previsão de ser prorrogado. O termo foi o segundo do ranking entre as principais pesquisas no Google.
Entre os estados que mais buscaram informação sobre o auxílio do governo estão Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão e Bahia, e as dúvidas mais frequentes foram sobre o calendário de pagamento das parcelas do benefício.
Além das eleições municipais brasileiras, a escolha do presidente dos Estados Unidos também despertou a curiosidade por aqui, não a toa o termo “eleições EUA” ter ocupado a quarta posição entre os assuntos mais pesquisados do país e os nomes de Donald Trump e Joe Biden terem ficado entre as cinco principais personalidades procuradas no Google.
Outros destaques entre as personalidades que despertaram a curiosidade dos brasileiros em 2020 são Luis Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo de Bolsonaro, o ex-juiz Sérgio Moro, além do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un.
As buscas pelo caso tiveram alta de mais de 1.300% entre setembro e novembro, com pesquisas alavancadas por Brasília, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Amazonas, a maioria voltadas para o termo “estupro culposo”, que, apesar de não existir na legislação brasileira, foi uma das teses utilizadas pela defesa do réu.
Já em setembro, a alta das pesquisas se concentrou na cédula de R$ 200, lançada pelo Banco Central do Brasil. Com a estampa do lobo guará, o dinheiro se tornou objeto de memes nas redes sociais, sendo a sétima nota na família do Real, que já conta com R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
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