O professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum, que ajudou a descobrir o vírus ebola em 1976, está na linha de frente da caça por novos patógenos. “Estamos agora em um mundo onde novos patógenos surgirão”, disse em entrevista à CNN. “Isso é uma ameaça para a humanidade."
De acordo com a reportagem, quando jovem pesquisador, Muyembe coletou as primeiras amostras de sangue das vítimas de uma doença misteriosa que causava hemorragias e matou cerca de 88% dos pacientes e 80% da equipe que trabalhava no Hospital Missionário Yambuku. Na época, cientistas dos EUA e Bélgica encontraram um vírus em forma de verme e batizaram de “ebola” em homenagem a um rio da região.
Em entrevista à CNN, o médico Muyembe alertou para muitas mais doenças zoonóticas (aqueles que saltam de animais para humanos como febre amarela, várias formas de gripe, raiva, brucelose) por vir, muitas dessas são transmitidas através de roedor e inseto.
Questionado pela reportagem se futuras pandemias podem ser piores que a Covid-19 ele afirmou: “Sim, sim, acho que sim”.
Segundo a CNN, desde 1901, quando foi detectada a primeira infecção de animal para humano – febre amarela – os cientistas encontraram pelo menos outros 200 vírus causadores de doenças em humanos.
Pesquisas realizadas pela Universidade de Edimburgo apontam que novas espécies de vírus estão sendo descobertas de três a quatro por ano, em sua grande maioria de origem animal.
Especialistas chegam a afirmar que o aumento de vírus é resultado da destruição ecológica e do comércio de animais selvagens. Conforme os habitats naturais desaparecem, espécies como ratos, morcegos e insetos sobrevivem onde predadores maiores são exterminados.
Ainda de acordo com a CNN, especialistas afirmam que surtos zoonóticos de ebola apareceram em áreas onde a densidade populacional humana era alta e o vírus tem condições favoráveis, mas que a importância relativa da perda de floresta é parcialmente independente desses fatores. (Via: Fiocruz)
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