A forma como os quatro trabalhadores baianos foram encontrados mortos em João Pessoa (PB) levanta suspeitas de que eles possam ter sido vítimas de tortura antes da execução.
As vítimas foram identificadas como Cleibson Jaques, de 31 anos; Lucas Bispo, cuja idade não foi informada; Sidclei Silva, de 21 anos; e Gismario Santos, de 23 anos.
Os corpos apresentavam marcas de tiros e, em três casos, estavam com as mãos amarradas para trás.
A perícia aponta que os homens foram mortos a tiros há cerca de dois dias antes de serem encontrados. Os corpos já estavam em estado avançado de decomposição, o que dificulta a identificação de possíveis outros sinais de violência.
Moradores da região relataram ter ouvido gritos durante a madrugada. A polícia não descarta que os trabalhadores tenham sido mantidos em cárcere antes da execução.
A cerca de 200 a 300 metros do local onde os corpos foram encontrados, um carro abandonado chamou a atenção de moradores.
O veículo, um Celta preto, estava sujo e com forte odor. A suspeita é de que tenha sido usado para transportar os corpos.
Segundo a polícia, o automóvel havia sido roubado dias antes, na região metropolitana de João Pessoa. Imagens de segurança mostram os suspeitos deixando o local em uma moto após abandonarem os corpos.
As vítimas trabalhavam na construção civil e viviam em uma casa de apoio em Bayeux.
O desaparecimento foi percebido quando colegas chegaram ao local e encontraram a residência revirada, sem sinais dos trabalhadores.
Exames do Instituto Médico Legal confirmaram que os corpos são dos quatro baianos desaparecidos. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e tenta identificar os responsáveis.
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