A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, na manhã desta segunda-feira (12), que policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense recuperaram, neste fim de semana, grande parte das armas roubadas na residência do coronel Paulo Malhães durante assalto que resultou na sua morte. Na ação policial, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma. Com base em análises do setor de inteligência da Polícia Civil, os agentes realizaram diversas diligências em vários pontos de Nova Iguaçu e conseguiram localizar uma residência onde o armamento estava escondido. No imóvel também foram recuperadas munições e alguns utensílios domésticos roubados no sítio do coronel. A identidade dos suspeitos será mantida sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
Malhães, um coronel reformado que havia admitido à Comissão da Verdade a participação na tortura e no assassinato de presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985), foi encontrado morto em seu sítio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 25 de abril. A pedido da Comissão da Verdade do Rio, a DP-RJ (Defensoria Pública do Rio de Janeiro) assumiu a defesa do caseiro Rogério Pires, acusado de participação no assalto. O delegado assistente na Delegacia de Homicídios Willian Júnior disse que Pires acredita ser inocente porque não matou Malhães nem colocou as mãos em uma das oito armas de calibres diversos que o militar guardava em casa. (UOL)
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