O Governo Federal confirmou que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor do ano passado de R$ 1.518, com reajuste aproximado de 6,7%. O novo piso passou a valer a partir de 1º de janeiro e considera a inflação medida pelo INPC, além da política de ganho real prevista no novo arcabouço fiscal.
A atualização impacta diretamente milhões de brasileiros, já que o salário mínimo é referência para o cálculo de diversos benefícios previdenciários e assistenciais: “Qualquer reajuste no piso nacional reflete imediatamente na renda de quem depende do INSS”, explica o advogado Eddie Parish, especialista em Direito Previdenciário.
Com o novo valor, aposentadorias, pensões e auxílios pagos no piso do INSS serão reajustados automaticamente para R$ 1.621. O Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) também acompanhará o aumento, assim como o valor mínimo do seguro-desemprego e o teto do abono salarial do PIS/Pasep.
Além disso, as contribuições previdenciárias calculadas com base no salário mínimo, como as de MEIs, contribuintes facultativos e segurados do plano simplificado, terão novos valores. O reajuste também eleva os limites para ações nos Juizados Especiais Federais e para pagamentos por Requisição de Pequeno Valor (RPV).
Embora não resolva todos os desafios do sistema previdenciário, o aumento do salário mínimo representa um alívio para quem depende desses benefícios para manter o orçamento familiar. Para segurados e beneficiários, acompanhar as mudanças é fundamental para o planejamento financeiro em 2026.
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