O
delegado Luís Roberto Hellmeister, responsável pela investigação do caso de
tentativa de estupro envolvendo o pastor e deputado federal Marco Feliciano
(PSC-SP), descartou nesta segunda-feira (08) que Patrícia Lelis, a estudante
que teria sofrido a violência, tenha sido submetida a cárcere privado pelo
chefe de gabinete de Feliciano, o policial aposentado Talma Bauer.
A estudante foi nesta
segunda-feira à Procuradoria Especial da Mulher no Senado, onde fez denúncia de
abuso sexual contra o deputado. Assessores da procuradoria informaram que
encaminharão as denúncias para apuração do Ministério Público.
— volto a dizer que eu não fui
a primeira mulher, mas eu fui a única que denunciei até a gora. E eu espero que
eu seja a última — disse Patrícia, no Senado.
De acordo com o delegado
Hellmeister, imagens do encontro de Patrícia com Bauer em um hotel em São Paulo
mostram que ela abraçou o chefe de gabinete e não demonstrou se sentir
intimidada. Bauer também teria pago as diárias da moça no hotel.
— Está quase descartada também
a acusação de ameaça de Bauer contra Patrícia — disse o delegado.
Segundo Hellmeister, que chegou
a declarar que pretendia pedir a prisão de Bauer na última sexta-feira, a
reviravolta no caso aconteceu depois que Emerson Biason, uma testemunha que se
identificou como amigo de Patrícia desmentiu as acusações de ameaça e afirmou
que a jovem teria recebido R$ 20 mil de Bauer para gravar vídeos desmentindo
que Feliciano a teria agredido. Segundo o delegado, Biason afirmou que Patrícia
teria pedido a ele para guardar o dinheiro para ela. A polícia apreendeu os
R$20 mil.
Bauer afirmou que não repassou
nenhum valor a Emerson ou a Patrícia, mas admitiu ter pago as diárias de hotel
a pedido dela.
— Eu paguei umas duas diárias,
porque ela estava sem dinheiro e fiquei com dó. Nem lembro quanto custou, foi
pouquinho, uns duzentos e pouco reais, do meu dinheiro mesmo — disse Bauer.
Segundo ele, Patrícia estaria em São Paulo para dar palestras sobre seus vídeos
no Youtube.
Bauer nega ainda que tenha
ameaçado Patrícia.
— Eu não fiquei um minuto
sozinho com ela, tenho testemunhas — afirmou o assessor, dizendo-se tranquilo.
Depois da detenção, Bauer postou fotos em redes sociais em que diz que foi pego
por um Pokémon, em tom de piada.
No fim de semana, Feliciano
negou ter cometido crime em vídeo na internet e acusou Patrícia de falsa
comunicação de crime. Patrícia não foi localizada pela reportagem para comentar
o assunto. (Via: O Globo)
Blog: O Povo com a Notícia
