Espero que a Lava Jato não fique
nas mãos do novo ministro do STF a ser nomeado por Temer. Seria uma tragédia
É inédito no Brasil o sentimento
de orfandade pela morte de um juiz. Um juiz sereno e fechado do Supremo
Tribunal Federal. Um juiz que raramente sorria ou estrelava manchetes, tão
discreto e dedicado ao Direito como missão de vida. “O Teori morreu!”, ouvia-se
pelas ruas, de gente simples, triste e chocada como se fosse parente. “O Teori
estava no avião que caiu!” “Será que foi mesmo acidente?”
Num
país que começa 2017 machucado pelo caos na segurança pública e pela ousadia
cruel de facções criminosas – dentro e fora dos presídios, nos ônibus, nas
praias, nas praças –, num país com famílias empobrecidas pelo desemprego e pela
falência de estados mal geridos, com paralisação de obras e serviços
essenciais, é impressionante o luto aturdido que tomou conta das ruas.
O
artigo definido antes do nome denota intimidade. “O” Teori tinha se tornado
muito mais que um juiz togado do STF, num Brasil ansioso por punir as
quadrilhas de poderosos que roubaram do povo e das estatais.
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