Com as férias escolares, cresce também a permanência de crianças e adolescentes diante das telas de celulares e computadores - muitas vezes sem a supervisão adequada -, ampliando a exposição a situações de vulnerabilidade e aos riscos da violência sexual na internet.
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revelam que ao menos 23% das crianças e adolescentes brasileiros sofreram algum tipo de violência sexual on-line entre os anos de 2022 e 2023.
O levantamento indicou, ainda, que 76% das vítimas são do sexo feminino, enquanto 87% dos agressores são homens. No mesmo período, o Disque 100 registrou 6.364 denúncias de violência sexual on-line contra crianças e adolescentes.
O estudo Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, da organização ChildFund, reforça ainda mais a importância de os pais monitorarem o que os filhos estão acessando nas telas. Com mais de 8 mil adolescentes ouvidos no País, a pesquisa contabilizou que 54% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência sexual on-line.
"Mesmo quando não há uma violência explícita, o simples fato de um adolescente interagir com um desconhecido já configura uma situação de risco. Muitos não conseguem identificar abordagens perigosas, o que reforça a importância do acompanhamento de pais, mães e responsáveis, especialmente durante as férias", pontuou Mauricio Cunha, presidente-executivo do ChildFund.
Dicas para de proteção contra violências on-line
Controle parental: ativar ferramentas que permitam limitar tempo de uso, downloads e acesso a conteúdos, de acordo com a idade;
Atenção aos sinais: mudanças de comportamento, como isolamento, medo, vergonha, baixa autoestima, podem indicar situações de abuso ou exploração;
Diálogo e confiança: manter uma comunicação aberta e acolhedora facilita que crianças e adolescentes relatem situações de risco logo no início;
Abordagem preventiva: explicar, de forma adequada à idade, sobre abordagens de estranhos, pedidos de fotos ou informações pessoais;
Estabelecimento de limites: definir horários para uso da internet e priorizar momentos em família, leitura e atividades ao ar livre;
Busca por apoio especializado: psicólogos, educadores e especialistas em educação digital podem auxiliar famílias a lidar com o uso excessivo de telas e situações de risco.
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