A influenciadora digital Nayara da Conceição Brito, de 23 anos, voltou a falar publicamente sobre o episódio em que foi sufocada até perder a consciência pelo namorado dentro de um elevador, em Goiânia. O caso, ocorrido em fevereiro do ano passado, ganhou repercussão após a divulgação das imagens de câmeras de segurança do condomínio.
Segundo Nayara, reviver o trauma não é fácil, mas sua intenção ao expor a situação é alertar outras mulheres sobre os riscos da violência doméstica.
“Eu pensei nas milhares de mulheres que passam por isso todos os dias. Não é justo sofrermos caladas, esconder por medo de algo pior. Não se calem, não escondam. Isso tem que parar, as leis precisam ser mais rigorosas”, afirmou.
Em nota, a defesa de Alcides negou qualquer agressão e alegou que o episódio foi motivado por ciúmes da influenciadora.
"Imagens das câmeras de segurança do condomínio registram o momento em que Alcides conduz a mulher até a portaria do prédio, ocasião em que ela continua a agredi-lo, chegando a mordê-lo. Em todo o tempo, ele apenas a contém fisicamente, sem revidar, com o único objetivo de impedir novas agressões e evitar danos maiores", destacou a defesa.
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“Depois que a gente sofre um trauma, não tem volta. A gente vai carregar isso pro resto da vida. E eu nunca mais vou ser a mesma depois de ter passado por tudo isso", desabafou.
A influenciadora reforçou que seu público é majoritariamente feminino e que decidiu se posicionar para alertar outras mulheres:
“Meninas e mulheres, no menor sinal de vocês verem de um homem agressor e violento... Gritou com vocês, amigas, não compensa. A nossa saúde mental, a nossa vida, é inegociável.”
“Ele me obrigou a sair do apartamento e saiu me arrastando, utilizando muita força, porque eu não queria sair naquele horário, pois era de madrugada. Então, ele me puxou de dentro do apartamento até o elevador”, relatou.
Dentro do elevador, segundo a jovem, ela foi sufocada até desmaiar. As câmeras registraram o momento em que é arrastada desacordada até a entrada do prédio.
“Tentei, na portaria, chamar a polícia, porém o porteiro se negou a ligar. Ele (Alcides), que estava com o celular na hora, ligou para a polícia e deu a versão dele. Porém, as imagens que comprovam a violência só conseguimos agora, e elas mostram que não houve nenhuma calúnia ou difamação”, disse.
Já a defesa de Alcides sustenta que foi ele quem acionou os policiais para evitar que a situação se agravasse. A nota afirma que as imagens mostram a jovem simulando um desmaio e que o empresário sofreu lesões leves, registradas em exame de corpo de delito.
