O SINPOL-PE afirma que a categoria enfrenta um cenário de precarização marcado por déficit de efetivo, falta de estrutura nas unidades policiais, sobrecarga de trabalho, adoecimento dos servidores e desvalorização salarial. Atualmente, a Polícia Civil de Pernambuco opera com milhares de cargos vagos, mesmo com a legislação prevendo um efetivo muito superior ao existente, o que compromete diretamente o funcionamento das delegacias e a capacidade de investigação no estado.
Além da crise estrutural, a entidade sindical denuncia a ausência de investimentos reais na Polícia Investigativa, a não implementação de medidas prometidas pelo Governo do Estado e a falta de valorização profissional da categoria, que segue entre as Polícias Civis com os piores salários do país.
De acordo com o Presidente do SINPOL-PE, Áureo Cisneiros, a falta de diálogo institucional e a ausência de uma agenda concreta de negociação levaram a categoria a um cenário de esgotamento, tornando a mobilização uma resposta legítima à inércia do Governo diante das reivindicações históricas da Polícia Civil.
A passeata do dia 11 se soma às ações já deliberadas pela categoria, incluindo a paralisação de 24 horas realizada no dia 4 de fevereiro e a cobrança pela abertura de uma agenda conjunta com a governadora. Segundo o SINPOL-PE, caso não haja avanços efetivos, a assembleia realizada durante o ato poderá resultar na decretação de greve da Polícia Civil de Pernambuco.
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