Foragida dos ataques de 8 de janeiro, a cozinheira Raquel de Souza Lopes foi deportada dos EUA e presa na última quinta-feira (5), no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Ela tinha sido condenada a 17 anos por tentativa de golpe, associação criminosa e dano ao patrimônio.
Raquel tinha sido condenada em 2023 e se encontrava em prisão domiciliar em Joinville (SC). No dia 4 de março de 2024, quando ainda respondia a recursos, ela quebrou sua tornozeleira e fugiu para a Argentina com um grupo de outros militantes bolsonaristas. O Brasil emitiu um mandado de prisão contra ela.
A foragida ficou na Argentina até novembro daquele ano, quando o país passou a prender fugitivos brasileiros. Ela se uniu a um grupo de militantes e novamente fugiu. A Interpol do Peru realizou um registro da entrada de Raquel pela fronteira de Santa Rosa em 19 de novembro. Ela ainda seguiu para a Colômbia e México.
Já em 12 de janeiro de 2025, Raquel cruzou a fronteira do México com o Texas, nos EUA. A Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) afirmou em reportagem ao UOL que ela foi presa por imigração ilegal e que seria deportada.
Tentativa de ficar nos EUA
Raquel ainda contratou advogados e tentou recorrer para permanecer em solo estadunidense. Ela esteve presa, em Raymondsville, no Texas. No entanto, em julho passado, seu recurso foi negado e foi mantida sua ordem de deportação. Ela tentou novamente recorrer, mas em 14 de janeiro deste ano, os EUA negaram novo recurso da defesa de Raquel.
Depois de passar mais de um ano presa nos Estados Unidos, Raquel foi colocada em um avião com outros imigrantes deportados rumo à América do Sul. No Brasil, ela foi detida pela Polícia Federal e agora deve cumprir sua pena de 17 anos de cadeia no país.
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