Noventa
e um dias se passaram e os pais da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos,
morta no dia 10 de dezembro do ano passado, durante uma festa na Escola Nossa
Senhora Maria Auxiliadora em Petrolina, Sandro Romilton e Lúcia Mota
(Lucinha) continuam a espera de um sinal da Polícia Civil sobre o
assassino ou os responsáveis pelo crime que chocou todo o Estado de Pernambuco.
Na
manhã da última quinta-feira (10), eles participaram do quinto movimento que
trouxe o emblema Justiça. Assim como a sociedade, os pais de Beatriz pedem
agilidade das investigações e cobram, mais uma vez, do Governador do Estado,
Paulo Câmara (PSB), investimentos e reestruturação dos órgãos de segurança
pública. A manifestação reuniu centenas de pessoas na Praça Dom Malan.
Sandro
Romilton relatou que a cada nova averiguação de acusados da polícia nasce uma
esperança e cresce a angústia da incerteza. “Noventa dias, a princípio, parece
muito tempo, mas a gente acha que as investigações não são tão simples assim,
eles [polícia] estão dizendo que há um mistério, algo emblemático,
queremos saber o que está acontecendo que esse crime não foi desvendado ainda,
está faltando equipamento, material, falta de pessoal, treinamento. O que
acontece com a polícia de Pernambuco?”, questiona ao Governador.
Ele
também releva que a espera é angustiante. “Não é apenas apreensão, é a
angustia, é a insegurança. Não se trata apenas das pessoas que são apreendidas,
ouvidas, mas imagens, vídeos, opiniões, comentários, nos motiva a buscar por
Justiça. Não é nosso papel como pais de investigar ou sair atrás do criminoso,
estamos cobrando das autoridades mais empenho na resolução do caso”.
Pela
primeira vez, a Escola Nossa Senhora Maria Auxiliadora, participou oficialmente
do movimento #SomosTodosBeatriz. A Diretora da unidade escolar, Irmã Júlia
Maria de Oliveira, ressaltou que a escola compartilha da mesma dor da perda com
a família e que também está contribuindo, irrestritamente, com as investigações
da Polícia Civil, responsável pelas investigações do crime. “Estou aqui
representando a comunidade religiosa e educativa (…) estamos aqui para reforçar
a nossa solidariedade, estamos unidas a vocês neste momento de dor e
constantemente, incansavelmente pedimos a Deus a graça da elucidação deste
crime brutal. Todas as solicitações da polícia foram e estão sendo atendidas de
imediato, em nenhum momento teve barreira de entrada no Colégio para as
investigações”.
Até
agora mais de 90 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, entre testemunhas,
suspeitos e menores de idade, que estavam no evento. Atualmente 22 policiais
foram empenhados exclusivamente para a elucidação do caso, considerado
número 1 da polícia pernambucana. (Via: Blog da Josélia Maria)
Blog: O Povo com a Notícia

