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sexta-feira, 11 de março de 2016

“A espera é angustiante”, declara Sandro pai da menina Beatriz assassinada em Petrolina

Noventa e um dias se passaram e os pais da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, morta no dia 10 de dezembro do ano passado, durante uma festa na Escola Nossa Senhora Maria Auxiliadora em Petrolina, Sandro Romilton e Lúcia Mota (Lucinha)  continuam a espera de um sinal da Polícia Civil sobre o assassino ou os responsáveis pelo crime que chocou todo o Estado de Pernambuco.

Na manhã da última quinta-feira (10), eles participaram do quinto movimento que trouxe o emblema Justiça. Assim como a sociedade, os pais de Beatriz pedem agilidade das investigações e cobram, mais uma vez, do Governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), investimentos e reestruturação dos órgãos de segurança pública. A manifestação reuniu centenas de pessoas na Praça Dom Malan.

Sandro Romilton relatou que a cada nova averiguação de acusados da polícia nasce uma esperança e cresce a angústia da incerteza. “Noventa dias, a princípio, parece muito tempo, mas a gente acha que as investigações não são tão simples assim, eles [polícia] estão dizendo que há um mistério,  algo emblemático, queremos saber o que está acontecendo que esse crime não foi desvendado ainda, está faltando equipamento, material, falta de pessoal, treinamento. O que acontece com a polícia de Pernambuco?”, questiona ao Governador.

Ele também releva que a espera é angustiante. “Não é apenas apreensão, é a angustia, é a insegurança. Não se trata apenas das pessoas que são apreendidas, ouvidas, mas imagens, vídeos, opiniões, comentários, nos motiva a buscar por Justiça. Não é nosso papel como pais de investigar ou sair atrás do criminoso, estamos cobrando das autoridades mais empenho na resolução do caso”.


Pela primeira vez, a Escola Nossa Senhora Maria Auxiliadora, participou oficialmente do movimento #SomosTodosBeatriz. A Diretora da unidade escolar, Irmã Júlia Maria de Oliveira, ressaltou que a escola compartilha da mesma dor da perda com a família e que também está contribuindo, irrestritamente, com as investigações da Polícia Civil, responsável pelas investigações do crime. “Estou aqui representando a comunidade religiosa e educativa (…) estamos aqui para reforçar a nossa solidariedade, estamos unidas a vocês neste momento de dor e constantemente, incansavelmente pedimos a Deus a graça da elucidação deste crime brutal. Todas as solicitações da polícia foram e estão sendo atendidas de imediato, em nenhum momento teve barreira de entrada no Colégio para as investigações”.

Até agora mais de 90 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil, entre testemunhas, suspeitos e menores de idade, que estavam no evento. Atualmente 22 policiais foram empenhados  exclusivamente para a elucidação do caso, considerado número 1 da polícia pernambucana. (Via: Blog da Josélia Maria)

Blog: O Povo com a Notícia