O ex-presidente Lula pode ser
alvo de uma ação civil de improbidade administrativa na Operação Lava Jato, que
tem como uma das punições a proibição de disputar eleições.
Segundo
o jornal Folha de S. Paulo, ele pode ser acusado nesse tipo de processo caso se
comprove que empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras
pagaram custos das obras do sítio frequentado por ele em Atibaia, em São Paulo,
no final de 2010, quando ainda era presidente, para beneficiá-lo ilegalmente.
Cinco
ações de improbidade com pedidos de decretação de inelegibilidade por até dez
anos contra acusados já estão em curso na Lava Jato.
A
defesa de Lula busca desvincular as situações relativas ao sítio do período em
que ele ainda exercia o mandato de presidente. Os advogados do ex-presidente
alegaram, em petição ao Supremo Tribunal Federal, que o imóvel foi comprado por
amigos do petista para uso compartilhado com a família dele, mas que Lula só
soube da aquisição em janeiro de 2011.
Um
caso que pode influenciar a eventual ação contra Lula é a atuação do então
assessor da Presidência Rogério Aurélio Pimentel no pagamento em dinheiro vivo
de serviços e materiais usados nas obras.
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