Neste sábado, no Cine São José, aconteceu o
ato de migração da Rádio Pajeú para a frequência 104,9 FM, passo histórico como
parte da programação dos 59 anos da emissora.
Na
programação foi contada a história de todo o processo de migração, além de
depoimentos de representantes da Fundação que gerencia a emissora, como
monsenhor João Carlos Acioly Paz, presidente da Fundação Cultural Senhor Bom
Jesus dos Remédios, o Bispo Diocesano Dom Egídio Bisol e o Padre Josenildo
Nunes que Oliveira, Gerente Administrativo Adjunto da Fundação.
O
evento ainda contou com a presença do Presidente da Asserpe, Associação de
Rádios e TVs do Estado, Cléo Niceas e de outras autoridades sertanejas.
No
evento, houve exibição de um mini documentário, produzido por William Tenório,
com um histórico dos passos até a migração, desde o ato de migração em 2013,
até esta noite, quando será ativado o sinal.
Para
a migração, houve aporte de recursos da Comissão Episcopal Italiana – CEI,
através de projeto apresentado pessoalmente pelo Bispo Diocesano Dom Egídio
Bisol e contrapartida com recursos próprios. Houve montagem de um novo parque
de transmissores, na própria sede, além de torre e antena de 74 metros.
Na
programação, após a solenidade de migração, teve um show de Irah Caldeira. Ela
esteve acompanhada de músicos como o sanfoneiro Luizinho, natural da região do
Pajeú.
Falando
em Pajeú, boa parte dos profissionais envolvidos no processo de migração e do
evento da noite foram “Made in Sertão”.
A
coordenação técnica da migração foi de Paulo André de Souza. As vinhetas da
nova grade foram produzidas por Neto Costa, radicado em Afogados da Ingazeira,
do Áudio Store. Os vídeos da solenidade foram produzidos por William Tenório. A
iluminação cênica, da WN Empreendimentos, de Wagner Nascimento. Houve ainda
menções à parceria com a Speeding, de Renilson Teotônio, com o início do
serviço de internet por fibra ótica na cidade e com a Hidroeletro, de Simplício
Sá, que doou cabos para transmissão de rede no novo pátio.
Em 04
de outubro de 1959, a Pajeú nasceu através das ideias e mãos de um bispo visionário, Dom
João José Mota e Albuquerque. É a primeira emissora de rádio do Sertão
Pernambucano, a primeira católica do Estado – a Olinda só veio ser adquirida
pela Arquidiocese alguns anos depois – e a décima a chegar em Pernambuco.
Dom
Mota viu no rádio um veiculo perfeito no processo não apenas de evangelização,
mas especialmente o de criar um espaço de difusão de valores éticos, políticos
e socioculturais, além de propor e efetuar uma formação educativa fundamental
ao desenvolvimento da comunidade.
Dom
Francisco a utilizou como instrumento de evangelização e defesa do povo,
principalmente os mais pobres, missão que foi seguida por Dom Luis Pepeu e Dom
Egídio Bisol.
Hoje
completando 59 anos, a Rádio Pajeú continua sustentando o compromisso ético em
ser uma emissora voltada para o serviço à comunidade dando diariamente dentro
de sua grade de programação voz a centenas de pessoas que buscam resolver
problemas do cotidiano através dos microfones da emissora. (Via: Blog do Nill Júnior)
Blog: O Povo com a Notícia
