A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (20), a segunda fase da Operação 4 Milhões, que apura um suposto saques ilegal de R$ 4 milhões em precatórios no Recife.
De acordo com a investigação, o advogado que teria feito o saque com uma procuração obtida por meio de documento de identidade falsificado foi alvo de um mandato de prisão preventiva.
Além disso, policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão também expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco. Os mandados são cumpridos no Recife e em Moreno, na Região Metropolitana. Participam das ações 12 policiais federais.
As investigações feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ) e se iniciaram em outubro, quando a Caixa Econômica Federal descobriu a suposta irregularidade no saque, que teria sido feito na agência da Caixa Econômica Federal localizada no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife. Segundo a PF, “a verdadeira beneficiária do processo apresentou-se à agência da Caixa para receber o referido precatório”.
“A investigação busca identificar todos os membros desta organização criminosa, outros precatórios porventura sacados de forma fraudulenta, bem como o destino dos valores desviados. Na primeira fase, foram apreendidas novas procurações fraudulentas que possibilitariam levantar precatórios que somam R$12.773.226,59”, diz a PF.
Os suspeitos são investigados por estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Após ser ouvido na Polícia Federal, o advogado será encaminhado para o Cotel (Centro de Triagem), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.
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